Feliz dia dos pais

por Otávio em 10/08/2008 10:23

Final de semana dos pais, e embora eu seja adepto que dia dos pais é todo dia, não há nada que poderia me fazer hoje ir para o interior ver meu pai, mesmo não me agradando muito da cidade que ele escolheu morar. E de brinde um mix de visita aos amigos, alguns parentes, e tudo mais.

Aliás se é algo que eu adoro fazer é visitar meu avô materno, Ele é um homem de grande sabedoria, conhece muitos lugares, me dá N dicas de viagens, ensina as melhores rotas, conexões... me lembro dele comentando para mim qual a melhor forma de fazer traslado entre Campo Bom e Caxias do Sul para visitar a Micheli, e até mesmo me dando indicações quando eu fui morar em Curitiba. Enfim, um homem com uma ampla bagagem. O que mais me impressiono é que quando passo lá na casa dele para tomar um cafézinho da vó, jamais falta assunto entre nós. Ficamos horas e horas conversando sobre informática, viagens, lugares, política, mulheres, e até sobre aviões.

Quanto ao meu pai... ele é um cara legal, haha. Enfim, nem tenho o que dizer pelo simples fato de mesmo que sempre vivemos longe (cedo eu saí de casa para granhar a vida) temos um bom relacionamento. Obviamente já tivemos brigas, mas logo tudo volta ao normal. Perdi a conta de quantas surras e broncas, mas sei bem que foi tudo para que eu pudesse ser uma boa pessoa no futuro. E nem preciso dizer que somos um clone um do outro, seja fisicamente, seja psicologicamente. Ambos são responsáveis, mas de vez em quando desmiolados. Ambos tem sonhos e correm atrás deles custe o que custar. E ambos gostamos de caminhar, gostamos de aviões (seja aqueles que voam alto, como aqueles que passam por TPM uma vez por mês, hehe).

O mais interessante é analisando a vida do meu pai com a minha, dá pra dizer a frase que ele sempre brinca comigo: a fruta nunca cai longe do pé. Meu pai sempre gostou de aviões, e desde criança ele era um cão de aeroporto, e aos sábados a tarde o programa era ir no aeroclube de Camaquã (tinha isso, é????) ver as águias. Por um tempo ele tentou fazer o curso de piloto, mas segundo ele a culpa dele não fazer foi do meu avô, haha. Meu pai há alguns muitos anos atrás começou um curso de programação, e tendou ser programador de DBASE III (faz tempo, hein?!?!), mas logo foi para outros caminhos. Ele sempre foi um curioso, mexia em coisas de eletro-eletrônica, e ele mesmo sempre fez as instalações elétricas lá em casa. E fora as mais de 375 invenções que ele fez como uma "fubica" de lata de azeite "soya", remendou todo o pátio da casa para eu poder montar uma cidade para brincar com meus carrinhos, plantou árvores em casa para eu levar frutas para a escola... e no fim das contas acabou casando com a minha professora, hahahaha.

E quando ao meu avô paterno... ele faz muita falta, ô se faz...Nunca mais os churrascos do final de semana foram os mesmos sem ele :'(.

Passions

por Otávio em 08/08/2008 13:10

Passions

Após uma série de acontecimentos das últimas semanas da minha vida, tive que escrever um post sobre os ciclos que nossa vida dá.

Já diz o espiritismo que temos esses períodos de ciclo em nossas vidas. Esses ciclos vão desde um ano escolar, uma amizade, um amor.. e até um emprego ou a estada em uma cidade. Obviamente há uma necessidade de fechar esses ciclos para o começo um novo, mas há vezes que alguns deles teimam em ficar pendentes.

E aí que vai o mais interessante: alguns ciclos ainda não acabaram, e uma parte deles acabam tendo a necessidade de ser finalizado, e alguns há uma necessidade de vivê-lo novamente.

Ouve há algum tempo atrás um ciclo da minha vida na qual por um tempo algumas coisas ficaram lá no fundo dos pensamentos. Por um instante ele não ficou exatamente esquecido, porém ficou guardado em um cantinho. Muitos anos se passaram, e lá ficou ele. Não tem nada a ver, mas juro que sempre que eu lembro desse ciclo, me lembro das aeronaves da Vasp decolando de Congonhas, será que é porque esse meu ciclo pensou em ser comissária?

Mas e aí que entra algo interessante: paixões verdadeiras nunca acabam. Elas podem ser por um instante deixadas em segundo plano para um bem maior, mas jamais esquecidas. Assim foi minha paixão por aviões. Por um certo tempo eu tive de parar de voar, parei de ir ao aeroporto, parei de respirar QVAS pela manhã, mas toda a vez que eu andava pelas ruas, eu olhava para os céus olhando aquelas lindas águias passar. Mesmo sem ver aviões, eu olhava para os céus, era uma necessidade.

Leonardo Da Vinci já dizia que: "Uma vez que você tenha experimentado o vôo, você nunca mais caminhará sobre a terra sem olhar para os céus, pois lá você esteve e lá você quer estar". Não preciso nem fazer uma adaptação dessa frase para o assunto principal desse post, não é?

Fazendo então um mix disso tudo com os ciclos, há um certo tempo em que há novamente a necessidade de você viver esse ciclo. E dessa forma o universo inteiro parece conspirar contra você, mas na verdade ele está é preparando o terreno para o reinício desse ciclo todo.

E o que posso dizer... novamente as instabilidades da minha vida provam não que tudo está uma bagunça, mas sim que foram necessárias algumas mudanças bem radicais em prol de uma felicidade maior ainda, felicidade essa desejada há quase 10 anos atrás. E nesse final de semana eu me senti como o Bradesco! Preciso mesmo explicar?

Novos horizontes - parte II

por Otávio em 07/08/2008 00:00

Se há um Termômetro para avaliarmos as empresas que trabalhamos é o café. Uma empresa de sucesso (figuramente, claro) agarra funcionário pelo estômago. Agora, quando a empresa tem torneira de água quente no banheiro e espuma hidratante para lavar as mãos... aí já estamos pegando pesado, não? Confesso que depois de sair daquela outra empresa lá que economizava no café e afins, achei que era uma cilada. Mas depois até acabei me acostumando. Há aquela minha historinha que eu dizia que "cão bem alimentado não come na casa do vizinho", então o que pensar de uma empresa que tem um bom café (e ainda serve chá para as "véias"), possui torneiras de água quente no banheiro, espuma em gel para lavar as mãos, mesas de dois metros de largura, permite o uso do notebook, possui um amplo refeitório? Há alguns adicionais como um amplo jardim com tartarugas e uma mini-cachoeira para uns minutos de reflexão diária.

Confesso que no início de tudo isso eu andei me estressando em saber que por um mês inteiro eu teria que viajar por 1:15h em cada perna de traslado de minha casa até a empresa, mas por um lado houveram mordomias de compensação. Uma van passa na frente da minha casa para me buscar as 6:50h da manhã e me larga na empresa, e me devolve em casa as 18h. Mas o ponto chave disso tudo foi regular novamente meus horários, já que eu tinha que, impreterivelmente, ajustá-los. Então logo topei o desafio de vir pra cá, embora morar em uma cidade e trabalhar em outra sempre é um transtorno.

Tecnologicamente falando, é o completo oposto daquela outra empresa: embora o projeto seja simples, utilizamos uma tecnologia de ponta, em uma arquitetura simples e gostosa de trabalhar. É quase como aquela progaganda da TIM: além da tecnologia. Enfim, esse pequeno mix de fatores torna o trabalho mais gostoso, e faz com que eu pense pelo menos 37 vezes antes de aceitar outras propostas. Já com aquela outra empresa... eu aceitei a proposta de vir pra cá em 3 minutos de ligação :D.

Trip report: POA/CXJ

por Otávio em 01/08/2008 02:08

Nem só de vôos vive um comandante. As vezes é necessário desbravar alguns territórios que não possuem ligações pelos céus. Embora isso pode parecer impossível, realmente não existe um vôo POA/CXJ. Então... a alternativa é o executivo da Caxiense ;). Na verdade Caxias do Sul possui aeroporto, muito bonito diga-se de passagem, porém a NHT não mais faz vôos POA/CXJ. Há algum tempo Gol e TAM faziam os trechos POA/GRU e POA/CGH respectivamente, porém atualmente apenas a Gol está fazendo POA/GRU. Se fosse nos tempos que a TAM fazia CGH/CXJ, era bem possível que eu conseguisse fazer um vôo POA/CGH/CXJ, hahahaha. Coisas da TAM...

Ir para Caxias é uma das minhas grandes paixões. A Serra Gaúcha é sem dúvidas uma das regiões mais bonitas que eu já visitei, e ainda mais nesses tempos de frio e neblinas constantes, temos um atrativo a mais. O clima de montanha é algo fantástivo, aquele ventinho gelado, clima seco... tudo de bom, embora eu tenha um motivo bem maior para visitar Caxias que simplesmente o frio e a montanha =). Inclusive devo indicar a vocês, meus leitores, quando possível uma visita a Caxias do Sul, que sem dúvidas vale cada minuto aqui. A cidade é extremamente organizada e limpa, o que me faz lembrar os bons tempos em Curitiba, além de um povo educado. Não preciso nem comentar sobre as vinícolas. Quem consegue viver sem tomar um vinho pelo menos uma vez por ano, que atire a primeira pedra quando eu falo que isso é um dos principais atrativos daqui. A noite de Caxias é outro ponto forte: quase todas as vezes que eu estive por aqui, "fog" completo. Caxias está para a neblina assim como São Paulo (capital) está para a garoa: acho que todo dia tem fog em CXJ, hahahaha. Ainda não entendo como o aeroporto opera sem ILS para os pousos.

Falando em aeroporto... obvio que na minha primeira visita em CXJ, Micheli me levou no aeroporto. Fantástico um aeroporto sem fingers, sem shopping, sem separação entre nós meros mortais e aquelas lindas criações que alguns chamam de aviões. Quando entrei no aeroporto logo ví uma turbina de um 737-300 em IDLE e quase tive um infarto: são nesses momentos que eu pareço uma criança. No terraço do aeroporto é possível ver as aeronaves estacionadas. Pouco antes da decolagem, quando o comandante liga o APU e aciona os motores, é uma linda sinfonia. Emocionante, eu diria. E a decolagem.... ahhh, sim, a decolagem é linda também, onde pode-se ver cada metro percorrido pela aeronave até o momento da ROTATE (a grosso modo quando a aeronave tira as "rodinhas" do chão). Mas o mais emocionante é poder embarcar sem finger, ou seja, o passageiro vai caminhando até a aeronave, onde dá pra passar por baixo da asa, sentir o barulho dos motores, e até mesmo sentir o cheirinho que QVAS... ahhh, bons tempos antigos pré-infrazero.

Mas voltando ao assunto... já que não possuímos vôos entre POA e CXJ, a diversão fica mesmo a cargo dos executivos da Caxiense. Corri para a rodoviária, passei nos guichês e peguei logo meu bilhete de embarque, digo, passagem. Como de praxe, o tempo era curto, então peguei um expresso e fui correndo para o finger 3L, digo, para o box 3. Como não haviam malas, apenas bagagem de mão, meu check-in, digo, mostrar minha passagem pro fiscal foi extremamente rápido. Logo os agentes de solo chamaram os passageiros para o embarque, digo, logo o motorista acelerou o bus avisando pro pessoal embarcar logo. Exatamente as 16h o piloto acionou os motores para o taxi, digo, o motorista ligou o scannia e deu ré para irmos embora.

Agora deixando as piadinhas de lado, a estrada estava super limpa, então não seria difícil vencer os 130km que separam POA e CXJ que levam cerca de 2h. Os ônibus executivos da Caxiense são um conforto só. Agora mesmo estou escrevendo esse post enquanto me esparramo em uma poltrona de quase 1m de largura com encosto para os pés, água e café na faixa e o maior pitch entre as poltronas, além de que as mesmas deitam quase 180°. Apenas senti falta um conector para o notebook embora a bateria dure 5h. As curvas que o Caxiense faz na serra são cômicos, e não deixam o pessoal dormir, embora eu ache tão lindo a paisagem da serra que eu nem me preocupo em dormir. Como de praxe, todas as vezes que eu subo a serra, há grandes formações de neblinas e fogs. Quando saí de Porto Alegre o tempo estava super aberto, quente e com sol. Já em Caxias... friuuuuuuuu e muita neblina que encobre os morros formando um espetáculo de visão.

E assim acaba parte do meu passeio, no próximo, conto como foi o resto do passeio :). Porém preciso destacar alguns pontos interessantes:

  • Porque para voar usamos cartões de embarque, e para ir de bus usamos passagem?
  • Um vôo que para em alguma cidade chamamos de escala... e porque para um bus ele é "pinga"?
  • Quando temos um vôo para uma cidade, mas que precisamos trocar de vôo no meio dela, é conexão. E porque no bus é "baldeação"?
  • Sempre que vou voar, preciso fazer check-in. No caso de um bus, entrego as malas ao fiscal que me entrega um adesivo...
  • Que o Grupo Áurea é dono da Caxiense e da aérea Gol todo mundo sabe... mas será que eles precisam mesmo servir barrinhas de cereal no bus também? Seria a Caxiense uma low cost, low fare?

Quando o sistema colabora...

por Otávio em 30/07/2008 00:00

Se tem algo que eu adminiro em empresas de telefonia é o total despreparo (ou talvez descaso) em situações (quase) totalmente normais. Com o caso da greve dos correios, minha conta da TIM não chegou. Fazem 15 dias que ligo pra lá pedindo a 2º via da conta e sempre a desculpa é "o sistema está fora do ar". Depois te tentar pegar no site, ligar para o *144, e até pedir benção ao Papa, meu móvel foi bloqueado às vésperas de minha viagem para CXJ (Caxias do Sul). Ligando lá para a TIM, a surpresa foi beeem grande: "senhor, o sistema está fora do ar". Ahhh sim, não aguentei e respondi: "Po*** do baralho, quem é que faz essa mer** de sistema, hein?! Será que não está na hora de despedir esse 'profiçional' que faz o sistema de vocês, hein?!". Ahhh, pronto, minha noite até melhorou depois do desabafo, hahahahaha.

É como eu sempre digo: muda apenas o nome da operadora, mas a mer** é sempre a mesma. A Vivo tinha esses problemas, a Claro teve há alguns anos... eu nem sei pq eu ainda perco tempo ligando pro callcenter.

Embora eu esteja em uma tentação por um Nextel, acho que eu vou mesmo é voltar a usar aquela velha invenção do copinho plástico e barbante. O difícil vai ser manter esticado um barbante de POA até CXJ, hahahahaha.

[update 1] Me informaram que vão ativar novamente meu móvel por mais 30 dias, já que correios e site estão fora do ar :D. Vou esperar para ver se é verdade...

Novos horizontes - parte I

por Otávio em 25/07/2008 00:00

Meu último post sobre minha saída da Vivo andou causando um certo nervoso no pessoal que ficou por lá, então acho que nada como mudar a ênfase do post para não causar mais... digamos que uns pitís no pessoal.

Sexta-feira, 4 desse mês Mixi foi trabalhar comigo. Mesmo tendo trabalhado desde o inicio de 2005 na Vivo, nunca havia visitado o oitavo andar, que tem uma magnífica vista para a Redenção, na qual nesse dia pude aprensentar tal vista para a Mixi. E foi aí que tudo começou...

Quem me conhece e já teve a oportunidade de trabalhar comigo sabe que eu sou uma pessoa tão pró-ativa quanto emotiva. Gosto de pegar projetos grandes, críticos e complexos, de preferência com pouco prazo e abaixo do mal tempo, afinal, pouso em Congonhas com chuva tem sempre mais adrenalina. Sou uma pessoa que gosto de ser bem usado, gosto de usar meu know-how para o projeto, assim como gosto de absorver o mesmo. Aquela idéia básica de respirar e transpirar conhecimento. Trabalhar em uma empresa gira em torno desses pilares base: tem que ter bom salário, o projeto agregar valor a pessoa, vice-versa e uma boa equipe. Pró ativo porque gosto de sempre crescer dentro de uma empresa, e emotivo porque preciso ter esses quatro pilares básicos. Qualquer um deles a menos, desmotivação básica.

E por muito tempo a Vivo foi assim. Quando entrei pro CI foi interessante entender todos os conceitos de conta de cliente, assinatura, números móveis... enfim, conhecer como funciona uma companhia telefônica. Porém como nem tudo são flores, não me adaptei bem ao projeto e fui para o SCC, onde tive inúmeras oportunidades dentre poder mostrar meu conhecimento e experiência, (em 2 meses de Vivo me tornei o arquiteto do projeto) além de conhecer uns figurões que passaram pelo projeto, que alguns deles são meus amigos até hoje. Amigos de verdade, não apenas aqueles colegas que trabalham ao lado e que passam o dia de frescurinhas. Tive a oportunidade de trabalhar com pessoas muito inteligentes, outros meio loucos, outros que foram abduzidos por extra-terrestres, dois deles até mesmo falavam binário, e por aí vai. Por várias vezes briguei com a máquina de café, perdi noites de sono projetando uma arquitetura sob medida para o projeto, briguei tantas e tantas vezes com meus gerentes... e por muitas vezes voltei pra casa cansado, mas com a sensação de dever cumprido.

Saí da Vivo RS no final de 2006, com o coração partido, mas ao mesmo tempo com a sensação que novos horizontes deveriam ser conquistados. Pude passear por São Paulo, comecei um curso de piloto e toquei um projeto pessoal de gestão escolar na qual me ocupou por um ano inteiro, e rendeu bons frutos. Foi um desafio e tanto fazer um projeto novo, onde não há algum sequer parecido, com uma arquitetura leve e ao mesmo tempo robusta. Usei algumas ferramentas de mercado, outras eu construí, outras eu fiz mods... e aí que foi o divertido: eu tive a oportunidade de, assim como nos tempos áureos da Vivo, criar algo, projetar, planejar... coisas que eu sinto falta, e que fazem eu dormir melhor.

Até que por um período surgiu a proposta de voltar para a Vivo. Como disse o Leandro outra vez em um dos nosso almoços, eu respirava Vivo, sempre tive uma paixão, sempre amei a empresa, e lá fui eu novamente. Foi interessante a primeira semana poder rever todos aqueles conceitos de webservives, regras de telefonias, e por aí vai.... durante 15 dias inteiros eu cheguei tão cedo para trabalhar, que em uma das vezes eu tive que esperar abrirem as grades, tamanha a motivação na qual eu acordava as 7h da manhã. Porém nem tudo são flores, e aos poucos a cortina foi caindo e pude sentir o drama: um sistema super pequeno que poderia ser o xodó da Vivo, um projeto que poderia ser tão inovador e versátil, composto pelas mais modernas tecnologias de EJB3, clusters, Faces, interfaces ricas e super dinâmicas... enfim, eu enxerguei alí o projeto dos sonhos. Mas logo senti que o CI havia perdido o controle. Conheci um projeto abandonado, sem documentação, sem memória, com muito código inútil, muita coisa que poderia ser beeem melhor. Mas houve a preferência por usar tecnologias obsoletas e tapa-buracos. Para criar uma simples tela em CRUD levavam-se horas e horas, e muito copy and past inútil. Coisas que se o projeto fosse bem projetado, poderia ser feito em minutos com pelo menos 4x menos código. Sugeri as mudanças, mas me debati um cenário onde a idéia é conservadora: deixe a merda o peixe como está, e vamos remendando. E isso não faz meu estilo, logo meu humor caiu, e logo comecei a chegar tarde, beber mais café, e fugir para o oitavo andar, que comentei lá encima no primeiro paragrafo.

Por muitas vezes eu fui pra lá pensar o que eu estava fazendo na Vivo, pois muita coisa havia mudado, e não me agradava mais. Eu não tinha mais o pilar que me agrega valor, nem tampouco motivação. E quando a equipe... bem... quando um colega teu fala de ti pelos corredores para outro colega, e depois vem com tapinha nas costas... é pq esse pilar também já desmoronou. Conheci pessoas fantásticas por lá, pessoas que eu poderia perder horas e horas trocando idéias sobre aviões, mulheres e tecnologia, Porém tinha outros que o papo era apenas... ahhh, nem vale falar. Mas a gota d'agua foi ouvir em uma reunião que precisavamos de postura. Ahhh, vai se catar. Foi então que em um desses passeios no oitavo andar que tive a oportunidade de receber uma proposta tentadora, que em 30 segundos de ligação passou em meus olhos cada letra desse post em forma de flashback, e nem exitar eu respondi: ok, eu aceito, começo quando mesmo?

Foi então que chamei o garçom e pedi a conta! O mais interessante foi descobrir que minha demissão já estava mesmo pronta e que eu nem sequer precisaria cumprir aviso prévio. Excelente, pois eu teria que começar na segunda, sendo que eu recebi a proposta na terça anterior. E... no próximo post conto como está sendo minha experiência na nova empresa.

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Perfil

 Sobre o autor

Otávio Scherer Garcia, arquiteto de sistemas Java EE, 26 anos.

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