Otávio Weblog

Minhas memórias, antes que eu as esqueça

Nas asas da RG

A data era 5 de março de 2003, e era uma fria noite em Guarulhos somado à um pouco de neblina. Mas nada impediria meu humor depois de ter passado alguns dias viajando. Naquela data eu morava em Florianópolis, e eu já estava com saudades de casa. Como de praxe fiz meu check-in para o RG2267 e fui para a sala vip da Varig assistir a um pouco de TV enquanto aguardava o voo. Logo fomos chamados para o voo, que por milagre saíria no horário.

Ao chegar perto da aeronave, ví que era aquela noite o meu primeiro voo nos 737-800 da Varig, na qual chamarei carinhosamente de 738. Até hoje eu sinto arrepios em lembrar da pintura azul escuro sobre os motores, barriga e winglet. Por sorte meu assento era bem na frente dos motores, e eu poderia viajar até a minha casa com aquela melodia dos CFM56. Logo que entrei notei que a aeronave tinha duas classes, e fiquei com um pouco de inveja de não ter tido a sorte de ir lá na first.

Enfim, decolamos, e enquanto curtia o som dos motores empurrando nosso 738 para o céu, o serviço de bordo havia começado lá na first, e como tinham cortinas separando as duas classes, fiquei pensando sobre o que acontecia lá na frente. Confesso que pensei coisas um pouco... exageradas, hehe.

Logo que serviram nosso lanche, fiquei lá curtindo a chuva que teimava em fazer nosso voo balançar um pouco. Lá fora estava tão escuro que tudo que eu conseguia ver eram as strobe lights. De repente a luz da cabine baixou, e pensei: poxa, um clima bom para descansar depois de uma cansativa viagem de ônibus que eu tinha feito.

Foi que então passamos por uma turbulência muito forte, digna de Lost. A aeronave balançava tão forte que ora ou outra eu tinha a impressão de que iria bater com a cabeça no teto. E lá atrás dava para ouvir aquele barulho de talheres batendo e outras bugigangas, além do som dos motores tentando vencer tanta pancadaria. E depois de 30 minutos de pancadaria, finalmente senti a aeronave descendo, e logo pousamos no Hercílio Luz.

Desci da aeronave feliz de ter chego em casa, mas ao mesmo tempo já com saudades do 738 da saudosa "Varig Varig Varig".

Alguns vídeos para relembrar: Varig 78 anos, Asase o jingle de natal.


O choro do Fokker 100: Rolls-Royce Tay

Hoje um pequeno cochilo de 5 minutos me fez ter um flashback do meu primeiro voo de Fokker 100 na TAM. Lembro-me como se fosse hoje aquela fria noite de véspera de natal, em um curto voo para entre POA e VCP, que pela minha emoção, pareceu uma eternidade. Se eu pudesse reviver três momentos da minha vida, certamente este voo seria um deles :'(.

Voar por sí só já é uma grande emoção, inigualável emoção. E ouvir o som dos motores RR Tay é sem sombra de dúvidas uma emoção única. Aliás não apenas uma emoção única, mas A emoção. Quem nunca voou, não sabe o que é sentir-se em plena liberdade, longe de todos os stresses que ficaram lá no chão, e o prazer de sentir-se acima das nuvens.

Infelizmente naquela época eu não tinha filmadora e nem câmera para guardar este momento único. E embora até hoje eu tenha este momento ilustrado em cada detalhe na minha memória, sinto por não ter filmado aquele voo para eternizar o momento.

Felizmente há alguns links para relembrar o lindo choro das Rolls-Royce Tay. Eu poderia ouvir este som por anos e anos sem enjoar: vídeo 1 e vídeo 2.


What Breed of Dog are You?

Recebi um e-mail/newsletter muito interessante do Cesar Millan, o encantador de cães. O título do e-mail é What Breed of Dog are You?, ou seja, qual a raça canina você é?. Apaixonado por cães tanto quanto eu sou por aviões, fui conferir o quiz para ver qual a raça canina ou sou, claro, caso eu fosse um cão.

Eu tenho dois Schnauzers em casa, e é uma raça espetacular. Chuvisco é um cão tranquilo e inteligente que adora brincar com bolinhas e passear; e o Otto é um cão mais desmiolado e bagunceiro, e ambos são muito companheiros. O dia a dia com eles me faz acreditar que minha vida jamais seria completa se não fossem por eles, e assim penso que quem nunca teve um cachorro de estimação não é feliz o suficiente. Infelizmente cachorros vivem pouco, embora eu pense que eles aproveitam tão bem a vida que não precisariam mesmo viver mais.

Se eu pudesse escolher… bem, eu não sei qual a raça eu seria. Fiz então o quiz, mas o mundo hoje não está nada justo, e o resultado não poderia ser mais estranho. Eu deveria somar todas as letras das respostas, e a com maior quantidade seria a minha raça, e adivinhem: empate.

O que posso dizer então? Sou um vira-latas :).


Um vício chamado Six Guns

Six Guns

Faz algum tempo que tenho jogado Six Guns, que é um jogo estilo faroeste usando Arizona e Oregon como plano de fundo. Se eu já gostava de filmes de faroeste, que dirá de um jogo. Baixei ele no primeiro dia após o lançamento pelo Android Market (nunca vou me acostumar ao nome Google Play), e desde lá o vício é grande. Jogo um pouco antes de dormir, enquanto estou indo para o trabalho, no intervalo do almoço, etc.

Ele me lembra um pouco GTA, onde as missões tinham um pouco de justiceiro e assassino. Já no Six Guns temos que caçar animais, caçar fantasmas, correr à cavalo, exterminar foras da lei, e tudo mais. É um ótimo remédio para curar o stress.

Aqui tem um vídeo com um demo do jogo.


Café e aviões

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No domingo aproveitei o calor de derreter asfalto que fazia em Porto Alegre para fazer uma visita a minha segunda casa (o aeroporto), e assim satisfazer a dois vícios: aviões e café.

Fica a dica: Macchiato do Mac Café com açucar mascavo e canela fica fodástico, ainda mais com a sinfonia das aeronaves decolando do Salgado Filho ;)