Don't let the Sun goes down
por
James Gosling, pai do Java, saiu da Sun/Oracle há algumas semanas. O que eu posso dizer disso tudo é que Gosling fará uma falta enorme no time que sempre fez a Sun ser uma das mais inovadoras empresas de tecnologia. Time esse que infelizmente vai se reduzindo aos poucos.
Tive já o prazer de apertar a mão do Pai do Java em um dos Sun Tech Days da vida, e Gosling é simplesmente fantástico. Embora já carregue 55 anos nas costas, possui uma mente muito jovem, extrovertida e com um ótimo humor. Lembro-me até hoje de uma palestra sobre o Sun Spot, mais um dos produtos inovadores da Sun.
Então nada mais justo do que eu deixar aqui meu agradecimento a James Gosling, que criou a linguagem que amo, e que é minha companheira desde o início da minha carreira profissional.
Programação orientada a gambiarras é o que há!
por

Meu gerente de projetos diz que as novas tecnologias estão aí pra complicar. Fazem a mesma coisa que as antigas, porém exigem mais esforço mental e mais memória no servidor.
Eu pior que concordo em partes. As mesmas gambiarras que meu primo consegue fazer em PHP eu consigo fazer em Java, e ainda posso fazer gambiarras orientadas a objetos, e até mesmo usando IoC, Dependency Injection e AOP. O que significa isso? Num passado não muito distante alguns programadores viram seus códigos mergulhados em gambiarras, e decidiram então documentar isso e compartilhar ao mundo todo. Deram o nome de Design Patterns, e hoje vendem milhões de livros.
Mas voltando ao foco do assunto, eu venho de alguns anos atrás do Perl, linguagem bem boa, simples e totalmente funcional. Integração com Unix nativa, era apenas apontar para #!/usr/bin/perl e fazer a festa. Depois de um tempo salivei ao ver a modularidade do PHP, mas me senti frustrado ao ver que no PHP ninguém é dono de ninguém, ou seja, qualquer método acessa qualquer coisa e assim por diante. Então... Java passou a chacoalhar meus neurônios. Orientação a objetos, acesso/permissões a métodos e atributos, máquina virtual... e muitos e muitos bytecodes processados ocupado toda a memória de minha máquina e mais um pouco.
Paixão a primeira vista. Nunca mais eu quis mexer em outra linguagem, e nem mexi mesmo. Assim eu pude fazer todas as porquices que eu fazia nas outras linguagens, porém tudo dentro dos padrões de projeto =). Falando nisso, não posso esquecer a portabilidade, que fazem com que minhas gambiarras podem ainda rodar em celular, palm, cartões e chips de celular, e até mesmo em computadores. hahahahaha.
Na foto acima, um pequeno método que eu fiz semana passada para reserva de tickets de processamento de um processo BPEL. Notem que o programador, esse que vos escreve, garante que o método nunca irá passar na linha 14. Viram como são maravilhosas essas tecnologias modernas?