Feliz 82 anos, Varig.
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Se estivesse viva, completaria hoje 82 anos a nossa Varig, a estrela das Américas. Sem entrar em detalhes do seu fim, fica aqui minha lembrança pela data dessa empresa que nasceu em solo portoalegrense.
Lembro-me até hoje da minha primeira viagem de Varig que foi no trecho GRU/FLN no RG2267. No embarque olhei atentamente cada curva do 737-300, a cauda e turbinas azuis, a rosa dos ventos dourada... cada detalhe me chamou atenção. Embora o voo foi bem turbulento foi uma emoção finalmente voar de Varig. Desde criança me acostumei ao meu pai comentado da Varig, e inclusive ele guarda até hoje um jogo de talheres de prata com a estrela :).
A Varig já operou mais de 30 modelos de aeronaves com as mais diversas pinturas, mas as que mais me destacara foram: Boeing 777 75 anos, Boeing 737-800 PT-VSA, MD-11 da seleção de futebol 1994, MD-11 que trouxe o corpo do Senna (cores anos 90), os inesquecíveis Douglas DC-10, e por último o melhor: os Boeing 727.
E quem não lembra das propagandas? O jingle clássico de natal Varig Varig Varig e até a versão mais moderna na voz de Jorge Ben. Ou então aquela dos 560km? O super jumbo Varig na sexy voz de Iris Letieri.. e um vôo nas asas da Varig
Eu era uma criança quanto a Varig completou 60 anos, mas pude presenciar os 78 anos. Vivi a mudança da pintura nos anos em 97, admirei a livery dos 500 anos do Brasil e finalmente chorei com seu triste fim.
Foram tantos voos, tantos lugares voados, tantos lanches, e muitas milhas que guardo até hoje no meu Smiles diamante, que aliás pretendo torrar mês que vem.
1 de maio de 1994
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Aquele domingo era um daqueles como outro qualquer (pelo menos eu achava que seria). Desde 1989 eu morava com minha mãe, e como de praxe aos domingos, todos lá em casa acordavam cedo para um chimarrão. Eu não era lá um mateiro, então ficava mexendo nas minhas coisas de eletrônica enquanto meu padrastro preparava o churrasco. Não sei se era assim em todas as casas, mas aos domingos sempre assistíamos as "corridas" da Fórmula 1.
Foi então que começada as corridas o mate rolava solto enquanto assistiamos as corridas, quando então o carro de Senna faz uma curva e "se espatifa" no muro de contenção. Fiquei paralisado por alguns segundos quando de repente vejo toda a movimentação na pista e o intragável Galvão Bueno gritando que o acidente havia sido bem mais complicado do que pensavamos. Na hora eu fiquei descrente do pior, achei que logo Senna mexeria o pescoço e o veriamos ele correndo novamente em outras corridas. Mas o destino quis que fosse diferente, e era hora dele correr em outras pistas lá com São Pedro. Foi um dia bem difícil na vida de todos os brasileiros.
Desde pequeno eu lembro da imagem do Senna correndo lá nos tempos da Lotus. Não lembro quem foi exatamente que me deu, mas em um natal qualquer ganhei uma "baratinha" preta da Lotus, a mesma que Senna pilotava na época. Senna passou antes pela Toleman e depois MacLarem e Williams, mas creio que os momentos na qual eu mais tenho lembrança dele era na MacLaren. Eu costumo dizer que naquela época era divertido assistir a Fórmula 1, e a acirrada competição entre Senna e Prost dava um tempero a mais ao campeonato.
Depois que Senna faleceu no acidente em Ímola eu não assisti mais a F1, sei que por alguma razão perdeu a graça da competição, ainda mais que logo em seguida veio o Rubinho "pé de chinelo" e Michael Schumacher, tornando mais sem graça possível a F1.
Sei que o assunto parece um pouco sem nexo, porém hoje eu estava passeando no Youtube e achei um vídeo do PP-VOQ, um MD-11 da Varig, que trazia o corpo de Senna no dia 4 de maio. A cena é bem comovente, e duvido que alguém controle a emoção ao vê-lo.
Baixando o nível de uma comunidade
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Como todo nerd estou cadastrado em alguns fóruns gringos como Hibernate.org, The Server Side e Sun Develpers. Aqui no Brasil participo basicamente de dois: Contato Radar (de aviação) e do GUJ (sobre Java).
Não sei se é por causa dessa informalidade da TI, mas realmente o nível da discussão nesse último fórum caiu drasticamente. De pelo menos 500 tópicos criados por mês, posso dizer que dá para aproveitar no máximo uns 3 e olhe lá. É uma série de usuários que perguntam coisas banais, outros que perguntam coisas sem pesquisar antes, e até mesmo os pseudo-intelectuais com suas filosofias magníficas que deixam até o satanás apavorado.
Um dos caras que eu mais admiro na TI, o Leandro da Professional IT, já havia contado uma história parecida. Um dos exemplos da "falta de massa cinzenta" da galera visto aqui. Notem o teor dos posts e o linguajar no básico estilo miguxês, além de uma série de posts dispensáveis e sem conteúdo. É bem aquele tipo de situação que você "perdeu a chance de ficar calado". Se não sabe responder, não vai ajudar, ou vai falar merda, é melhor ficar quieto. Simplesmente cansei desse tipo de conversa, e como sempre digo, se é para ter conversas meia boca, prefiro fazer algo mais interessante.
Um dos fóruns que mais respeito é o Contato Radar, fórum de aviação onde aconselho para quem gosta. Nota-se o nível mais elevado das conversas, das discussões, e até mesmo quando a galera toca uma lenha na fogueira.
Eu sempre achei que o pessoal da TI era muito inteligente, me orgulhava em ser uma dessas pessoas. Mas infelizmente com essa maldita inclusão digital e informalidade da TI, vejo a cada dia decair o nível. Infelizmente um ser desses vota!
[update] Parece que mais alguém já teve a mesma idéia que eu aqui. [/update]
Anos atrás: Apenas dois neurônios são necessários (2008), Lovely (2007).
O sonho da casa própria
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Essa semana pedi a minha gerente de contas uma simulação para o empréstimo de um apartamento, a tão falada casa própria, eis que ela me enviou como resposta:

Eleições 2008, peguem as pipocas
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Como de praxe em todo ano par, eleições. Lá vamos nós felizes e saltitantes escolher qual será o novo bosta que vai administrar nossa cidade.
Época de eleições não me agrada, pois vejo minha Porto Alegre tão suja com santinhos, pinturas em muitos e muitas placas com fotos dos tais sujeitos. Sem falar na poluição sonora que inclusive é permitida por lei. Se já não bastasse o barulho de motores de carros e businadas de motoristas nervosinhos, ainda tenho que aturar aqueles jingles chatos. E quando ao horário político na TV... graças ao meu suado trabalho posso pagar uma TV a cabo, então posso facilmente colocar a TV nos canais como Discovery, Fox, Sony e etc... Infelizmente ganha quem gasta o maior dinheiro em produção e consegue vender um peixe menos fedorento.
SEu até tinha um pequeno fio de esperança, mas depois que ví essa raça maldita que governa nosso país ter a idéia de colocar uma rede em cada uma das cabeceiras da pista de Congonhas para "brecar" os aviões... eu desisto.
Sinceramente já combinei uma viagem com a Micheli para algum lugar que possamos descansar, e vou justificar meu voto, pois sinceramente não vejo motivo algum para votar.
Novos horizontes - parte II
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Se há um Termômetro para avaliarmos as empresas que trabalhamos é o café. Uma empresa de sucesso (figuramente, claro) agarra funcionário pelo estômago. Agora, quando a empresa tem torneira de água quente no banheiro e espuma hidratante para lavar as mãos... aí já estamos pegando pesado, não? Confesso que depois de sair daquela outra empresa lá que economizava no café e afins, achei que era uma cilada. Mas depois até acabei me acostumando. Há aquela minha historinha que eu dizia que "cão bem alimentado não come na casa do vizinho", então o que pensar de uma empresa que tem um bom café (e ainda serve chá para as "véias"), possui torneiras de água quente no banheiro, espuma em gel para lavar as mãos, mesas de dois metros de largura, permite o uso do notebook, possui um amplo refeitório? Há alguns adicionais como um amplo jardim com tartarugas e uma mini-cachoeira para uns minutos de reflexão diária.
Confesso que no início de tudo isso eu andei me estressando em saber que por um mês inteiro eu teria que viajar por 1:15h em cada perna de traslado de minha casa até a empresa, mas por um lado houveram mordomias de compensação. Uma van passa na frente da minha casa para me buscar as 6:50h da manhã e me larga na empresa, e me devolve em casa as 18h. Mas o ponto chave disso tudo foi regular novamente meus horários, já que eu tinha que, impreterivelmente, ajustá-los. Então logo topei o desafio de vir pra cá, embora morar em uma cidade e trabalhar em outra sempre é um transtorno.
Tecnologicamente falando, é o completo oposto daquela outra empresa: embora o projeto seja simples, utilizamos uma tecnologia de ponta, em uma arquitetura simples e gostosa de trabalhar. É quase como aquela progaganda da TIM: além da tecnologia. Enfim, esse pequeno mix de fatores torna o trabalho mais gostoso, e faz com que eu pense pelo menos 37 vezes antes de aceitar outras propostas. Já com aquela outra empresa... eu aceitei a proposta de vir pra cá em 3 minutos de ligação :D.
