Don't let the Sun goes down
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James Gosling, pai do Java, saiu da Sun/Oracle há algumas semanas. O que eu posso dizer disso tudo é que Gosling fará uma falta enorme no time que sempre fez a Sun ser uma das mais inovadoras empresas de tecnologia. Time esse que infelizmente vai se reduzindo aos poucos.
Tive já o prazer de apertar a mão do Pai do Java em um dos Sun Tech Days da vida, e Gosling é simplesmente fantástico. Embora já carregue 55 anos nas costas, possui uma mente muito jovem, extrovertida e com um ótimo humor. Lembro-me até hoje de uma palestra sobre o Sun Spot, mais um dos produtos inovadores da Sun.
Então nada mais justo do que eu deixar aqui meu agradecimento a James Gosling, que criou a linguagem que amo, e que é minha companheira desde o início da minha carreira profissional.
Zé: mais que um mito, uma lenda.
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Há alguns (muitos) anos atrás trabalhei em uma empresa interessante de TI. Sempre ouvi falar muito do chefe, um tal de Zé, cara gente fina, conforme todos falavam. Em um dia qualquer eu estava distraído bebendo meu rotineiro café matinal quando ouço aquela voz grave rachando as paredes: "Bicho, temos que ligar pro Uelbe testar o link". Na mesma hora pensei comigo mesmo: esse é o cara, o poderoso chefão. Ele chegou perto, me deu as boas vindas na empresa e essas coisas de chefe. O tempo foi passando e aquele clima formal foi dando espaço para um clima mais amigo e informal. E a cafeteira era o ponto de encontro para ouvir as "histórias do Zé".
Café esse que tinha ingredientes um tanto incomuns já que o prédio era antigo e os canos de água soltavam ferrugem, mas tudo ajudava para dar um aroma inigualável a bebida, somados aos copos plásticos reciclados. Café inigualável, ainda mais quando eu virava madrugadas a fio programando em Perl por lá.
Creio que o Zé trabalhava com internet desde a época que eu estava aprendendo a caminhar. Há boatos que o pessoal tinha que colocar lenha em um alçapão e atear fogo pra funcionar os modens :). Lembro que certa vez ví ele correndo para um lado para outro com um trequinho quadrado cheio de luzes vermelhas piscantes que deixariam qualquer um maluco. Curioso, acompanhei ele que estava aos berros no telefone conversando com um técnico da extinta CRT. Quando chegamos em uma porta, ele sinalizou para eu abrir e aí foi a surpresa: o Zé tinha um provedor dentro de um banheiro. A situação realmente era engraçada.
O Zé não apenas foi autor do primeiro provedor de internet do sul do país, mas foi o primeiro a usar um banheiro para este fim. E não é que o provedor fez sucesso? Nosso eterno chefe Zé sempre foi o pioneiro, e há quem diga que ele era o Comandante Rolim da internet. Pioneirismo e visão que fizeram história no sul do país. Atire a primeira pedra quem não assinava o provedor do Zé. Naquele tempo haviam dois tipos de pessoas: as que assinavam o Zé-turbo, e os que um dia iriam assinar o Zé-turbo.
Com o tempo o provedor foi crescendo, a internet evoluindo... novas tecnologias surgindo, e o Zé finalmente teve outra visão: internet sem fio. Naquele tempo eu ainda não entendia como isso funcionava, mas foi muito engraçado uma noite inteina correndo para um lado e outro com umas varetas, cones e ping pra lá, ping pra cá... cartão pro outro lado... E lá no meio da noite depois de uma semi-overdose de café, eu ouço aquela voz grossa: "bicho, tá pingando". E mais uma vez o Zé fez história: o primeiro provedor de internet sem fio. Hoje em dia tem essas coisas por todos os lados, agora mesmo eu estou usando uma. Mas em 1999 ninguém daquelas bandas sabia muito bem o que era isso.
Depois de um tempo, o negócio cresceu, e o Zé achou que era a hora de partir, seguir novos rumos. Ele vendeu a empresa, mas deixou saudades e muitas e muitas lembranças cômicas de um momento em que trabalhar com informática era divertido e dava prazer.
Programação orientada a gambiarras
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É impressionante a quantidade de gambiarra que tenho que fazer pra vencer os obstáculos da não interoperabilidade e padronização entre sistemas operacionais.
Essa semana passei um bom tempo tentando entender o motivo de eu conseguir manipular imagens de forma dinâmica em realtime no meu servidor, e não conseguir na máquina do cliente que usava windows. Após perder umas noites de sono e o suicídio de alguns neurônios, achei a solução =).