Planejamento da empresa
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Essa semana fiz algumas alterações na metodologia de trabalho na empresa, a fim de por um pouco de ordem na casa. Após, enviei um e-mail com as regras para o pessoal, conforme abaixo:
Srs, envio abaixo as novas normas de dispensa e folgas para que possamos agilizar nosso trabalho na empresa.
DOENÇA: Estar doente não é desculpa para não vir trabalhar. Nem um atestado médico é uma garantia de estar doente, pois se estava em condições de visitar um médico também podia ter vindo trabalhar.
MORTE NA FAMÍLIA: Não tem desculpa. Não visitou quando estava vivo, pelo morto não pode fazer mais nada. Os preparativos para o enterro podem ser feitos por outra pessoa. Se conseguir marcar o enterro para o fim da tarde, a empresa,de boa vontade, deixa-o sair meia hora mais cedo (isto se o trabalho estiver pronto).
BODAS DE PRATA/OURO: Para uma festa deste tipo não damos dias livres. Se estiver casado há 25 ou 50 anos com a mesma pessoa, fique feliz em poder vir trabalhar.
NASCIMENTO DE UM FILHO: Por um erro desse tamanho não damos dias livres aos nossos trabalhadores (o erro foi seu, assuma). Além disso você já teve o seu divertimento.
ANIVERSÁRIO: O fato de ter nascido não quer dizer que o tenha merecido. Por isso não damos o dia!
CIRURGIAS: Cirurgias em nossos funcionários são proibidas, pois quando nós os contratamos você estava inteiro. A retirada, ou substituição de órgãos é contra o contrato de trabalho.
MORTE PRÓPRIA: Aqui pode contar com a nossa compreensão, se informar 2 semanas antes do acontecimento, para nós arranjarmos outra pessoa que faça o seu trabalho.
Conto com a colaboração de todos.
Att, Otávio Garcia.
Feliz Páscoa
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E o que posso desejar nessa data tão "de criança" senão energias positivas, família reunida no tradicional churrasco de domingo e que todos vocês ganhem não apenas chocolates, mas que possam sentir o real sentido da páscoa.
Eu infelizmente não poderei ter o mesmo, pois estou em transito em viagem de negócios, porém acho que na quarta-feira consigo dar um oi minha família e levar um chocolatinho pra minha paixão, a Isadora. E falando em paixão, essa será a primeira páscoa desde meus 15 anos que estou solteiro, hahahaha. E pela primeira vez nesses 12 anos não vou ganhar corações de chocolates (ou semelhantes).
Aproveito também para pedir desculpas pela ausência no site. Essa semana tive que correr para terminar um projeto muuito bacana para uma grande rede de lojas do Brasil. É um daqueles sistemas de auto-atendimento chamados de totem, onde o cliente pode pagar suas contas sem ir ao caixa. Infelizmente não posso dizer o nome do cliente (segredos comerciais), mas certamente todos vocês já compraram nela, hehehehe.
ps: juro que pretendia colocar uma daquelas "coelhinhas gostosas" com cara de safada como banner desse post... mas tenho que manter o nível, né?! hahahahahaha
Mascotinho
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Eu QUERO um desses! Só não me perguntem onde eu acho essas coisas... hehehe :)
Anos atrás: Up in the sky II (2005).
Migrando sistema: funcionou?
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Se você está lendo este post, isso significa que funcionou mesmo =)
Depois de uma dor de cabeça de 27 cães, finalmente trouxe meu site pra casa de novo, depois de pelo menos 6 anos fora.
Vejamos como o site se comporta trabalhando na baleia preta, que por pelo menos mais uns dois dias, vou ter que dormir na sala, já que esse bicho faz um barulho infernal.
JJ 3867 (GRU/POA)
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Segunda fiz o vôo JJ 3867 na perna GRU/POA às 4:30 da madrugada. Confesso que pensei em ir de GLO, pois o vôo dela era as 8h, assim eu poderia ficar com a cara colada na janela olhando as nuvens que fechavam o tempo em São Paulo. Porém não é novidade que eu sou fã de um bom lanchinho a bordo, então optei por pagar quase o dobro do preço para ir de JJ para poder viajar curtindo alguns diferenciais da JJ: boa educação da tripulação, um bom catering (refeições a bordo) e entretenimento a bordo (sou fã da revista TAM nas nuvens).
Cheguei cedo para "falar com o chiquinho da TAM" e ao invés do tão amado boarding pass ganhei aquela porcaria de "papel de fax" fazendo de conta ser um bilhete de embarque. Já começou errado. Fui para o portão de enbarque e logo fui informado que o vôo poderia atrasar por 40 minutos. Ahh, não tem nada d+ nisso, é um atraso desconsiderável, não vai influenciar nada na minha vida, e além disso eu poderia então ver o sol, já que nessa época do ano o sol nasce pelas 5h e alguma coisa... Logo que um passageiro do mesmo vôo solicitou informações para um agente de solo, o mesmo ficou meio estressado e resolveu arrumar briga com o pax ameaçando chamar a polícia. Sinceramente besteira, não entendo o porque algumas pessoas perdem a cabeça por tão pouco, e ainda por cima, um funcionário de uma empresa que está em campanha de reestruturação de sua imagem. Ponto negativo para a JJ, que deveria contratar funcionários mais bem preparados psicologicamente. O embarque foi tranquilo e com a presença do comandante na porta da aeronave e de uma liiinda comissária. Logo me sentei em meu assento e ganhei aquelas deliciosas balinhas Toffer da TAM (será que eles compraram a fábrica das balinhas Toffler? ). Olhei logo o bolsinho do assento e peguei minha revista TAM nas nuvens, que adoro pelo fato não apenas ter ótimas reportagens, como ser escrita em inglês e português, excelente pra treinar meu segundo idioma. Pedi ao atendente um fone de ouvido e fui gentilmente atendido, ponto pra TAM. Porém o sistema de som estava inoperante, então ficamos de novo no 0x0, hehe. Logo que serviram o lanche senti aquele cheiro de café novinho, o que já me deixou alvoroçado. Então para minha revolta a comissária me entrega um pífio pacote de 3 bolachinhas aromatizadas e meu café? Ahh, não, agora me irritou. Tenho cartão fidelidade azul, paguei o dobro do valor da passagem da GLO pra comer 3 bolachas aromatizadas? Nesse momento eu confesso que senti falta da barrinha de cereal da GLO.
Chegando em Porto Alegre não pensei duas vezes e enviei um e-mail ao presidente da TAM pelo canal Fale com o presidente, reclamando disso tudo, e comentando que tinha saudades dos tempos do cmte Rolim, que eu comia Strogonoff a bordo, e que se ele pensar em me falar que avião não é restaurante, eu iria me chatear. Para minha surpresa em menos de 2 horas recebi o retorno do próprio (ou de algum funcionário robô assinando por ele) comentando que ficou sabendo da confusão em GRU, e que os comissários informaram a ele sobre minha insatisfação sobre a refeição e que a aeronave foi recolhida para manutenção. Pediu compreensão (todos pedem, novidade, não?!) e que os problemas serão resolvidos, e que em um próximo vôo, uma refeição quente estará a minha espera.
Semana que vem eu vou voar TAM, vejamos se será verdade :).
Zé: mais que um mito, uma lenda.
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Há alguns (muitos) anos atrás resolvi fazer um daqueles cursos flash de informática, lá na época dos modens de 14kbps e das BBSs. Me matriculei em uma das escolas indicadas por um amigo, fiz o curso tão rapidamente que fui convidado para trabalhar na empresa. Sempre ouvi falar muito do chefe, um tal de Zé, cara gente fina, conforme todos. Em um dia qualquer eu estava distraído bebendo meu rotineiro café matinal quando ouço aquela voz grave rachando as paredes: "Bicho, temos que ligar pro Uelbe testar o link". Na mesma hora fiquei frio e disse: taí o cara, o poderoso chefão. Ele chegou perto, me deu as boas vindas na empresa e essas coisas de chefe. O tempo foi passando e aquele clima formal foi dando espaço para um clima mais amigo e informal. E a cafeteira era o ponto de encontro para ouvir as "histórias do Zé".
Café esse que tinha ingredientes um tanto incomuns já que o prédio era antigo e os canos de água soltavam ferrugem, mas tudo ajudava para dar um aroma inigualável a bebida. Aliás depois de um tempo o pessoal andou fazendo uns sucos e até pipoca, mas nada era igual ao café, ainda mais quando eu virava madrugadas a fio programando em Perl por lá.
Creio que o Zé trabalhava com internet desde a época que eu estava aprendendo a peidar nas fraldas. Há boatos que o pessoal tinha que colocar lenha em um alçapão e atear fogo pra funcionar os modens, hahahaha. Eu me lembro que certa vez ví ele correndo para um lado para outro com um trequinho quadrado cheio de luzes vermelhas piscantes que deixariam qualquer um maluco. Curioso, acompanhei ele que estava aos berros no telefone conversando com um técnico da extinta CRT (atual Brasil Telecom), quando chegamos em uma porta, ele sinalizou para eu abrir e aí foi a surpresa: WTF? Mas isso aqui é um banheiro cheio de modens? Ahh sim, acreditem: o Zé tinha um provedor dentro de um banheiro. A situação era engraçada, pois era necessário reinicializar os modens de vez enquando... então sempre rolava a piadinha: vou lá dar uma cagada!!! hahahahaha. O Zé não apenas foi autor do primeiro provedor de internet do sul do país, mas foi o primeiro a usar um banheiro para este fim. E não é que o provedor fez sucesso? Nosso eterno chefe Zé sempre foi o pioneiro, eu diria que ele era o cmte Rolim da internet. Pioneirismo e visão que fizeram história no sul do país. Atire a primeira pedra quem não assinava o provedor do Zé. Naquele tempo haviam dois tipos de pessoas: as que assinavam o zénet, e os que não sabiam o que era um computador.
Com o tempo o provedor foi crescendo, a internet evoluindo... novas tecnologias surgindo, e o Zé finalmente teve outra visão: vamos usar internet sem fio. Ahh, sei lá que raios é isso, mas deve ser divertido. - Vai rolar pizza eu viro a noite tbm, afirmei a ele. Foi engraçado uma noite inteina correndo para um lado e outro com umas varetas, cones e "ping" pra lá, "ping" pra cá... cartão pro outro lado... E lá no meio da noite depois de uma semi-overdose de café, eu ouço aquela voz grossa: "bicho, tá pingando". E mais uma vez o Zé fez história: o primeiro provedor de internet sem fio. Hoje em dia tem essas coisas por todos os lados, agora mesmo eu estou usando uma. Mas... em 1999 os "usuários" nem sequer sabiam sobre tal, e nem sequer tinha equipamentos no Brasil para tal.
Depois de um tempo, o negócio cresceu, e o Zé achou que era a hora de partir, seguir novos rumos. Ele vendeu a empresa, mas deixou saudades e muitas e muitas lembranças cômicas de um momento em que trabalhar com informática era divertido e dava prazer.
Anos atrás: Backbone virtua (2007).
