Happy birthday GLO
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Hoje a GLO (leia-se Gol) completou 7 anos. Me sinto na obrigatoriedade de não deixar passar em branco essa data, pois a GLO, mesmo sendo uma empresa estritamente comercial, está no meu coração, pois foram, como diz Roberto Carlos, tantas emoções. Desde vôos rotineiros, turbulências, visitas a cabine e vôos no simulador a bordo da PR-GIJ.
Me lembro até hoje do meu primeiro vôo de GLO, datado de 23/maio/2003, na rota FLN/CGH vôo 1687, poltrona 13A (bem na asa, uma das minhas preferidas), a primeira vez que eu fui pra São Paulo via Congonhas (CGH), pois anteriormente apenas Varig e Vasp via GRU. Vôo tranquilo, e como eu estava acostumado pelos altos padrões que a Varig e TAM tinham na época, achei muito bacana o jeito GLO de ser: desde as simpáticas (e bem bonitas) comissárias, speech do piloto avisando sobre a frota mais jovem do Brasil e o obrigado pela escolha.
Lembro como se fosse hoje quando ela começo com apenas duas aeronaves (PR-GOA, PR-GOL).
Na história da aviação Brasileira já tivemos histórias muito bonitas de companhias aéreas como no caso da finada PanAm, assim como a estrela Varig, a colorida Transbrasil de Omar Fontada, a majestosa TAM de cmte Rolim, a saudosa Vasp e seus breguinhas...
Então fica aqui meu desejo de parabéns para essa companhia que já me levou para fechar vários negócios, atender clientes, passear de férias, ou ir para um lugar qualquer apenas para voar, visitar familiares... enfim, uma companhia que ja me serviu muitas barras de cereal, amendoins e bolinhos =). Ao total 84 trechos viajados de GLO, sendo eles POA, FLN, CWB, GRU, CGH, FOR e GIG. Que venham outros mais, e quem sabe, no comando de um GLOzinho -).
Anos atrás: Gostava tanto de você (2004).
Goodbye F100
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E foi no dia 26 que a TAM deu adeus aos Fokker 100. Confesso que vou sentir um pouco de saudades, embora fazem anos que eu não viajo de TAM + Fokker 100. O Fokker foi meu primeiro avião voado, naquela noite cômica que fui conhecer Poços de Caldas. As cores da TAM na época não eram lá muito elegantes, mas no Fokker 100 aquele azul e vermelho tinham um certo charme.
Claro que a imprensa acabou por fazer a caveira desse bichinho, ainda mais depois dos acidentes do JJ402, pouso em pista errada, arremesso de porta, arremetida, fome de pássaros, explosões e derrapagens... e até aquela vez que o Fokker atropelou uma vaca.
Salvo esses incidentes, não tem como negar que o Fokker é não apenas um avião elegante, e tem também um som lindo, sendo chamado pelos aviadores de chorão.
Vídeo do som do F100 aqui, e uma despedida aqui. Ainda não descobri o que serão feitos desses Fokkers, mas já tem um voando no Irã...
Fly anywhere
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Hoje é um daqueles dias na qual eu levo o título do site ao pé da letra: a cosmologia do eu interior quanto ao universo galático. Hoje é um dia na qual eu posso criticar até mesmo minha própria existência, ou quem sabe, a existência do mundo todo =).
Estou um pouco empolgado, e ao mesmo tempo atolado (epa!!!) de trabalho, e isso me faz um pouco mais nerd que o de praxe. Pilhas e pilhas de documentos para analisar, escrever meu parecer, definir metas dos meus projetos, contabilizar as finanças da empresa... e o hydrogen tem sido meu companheiro de sono. Por um lado, ainda bem que estou solteiro, afinal, mulher alguma aguenta ver o maridão dormir todo dia com a cara no teclado do notebook. Se eu estivesse casado, certamente eu estaria solteiro, hahahahahaha.
E férias (quase) nem pensar. Sempre que o pessoal fala em férias eu digo: se eu conseguir não trabalhar pelo menos no final de semana, posso dizer que foram as férias mais longas que eu pude ter, hahahaha. Embora com o carnaval chegando tenho duas opções: ou vou para um país onde não exista carnaval (Cape Town?!?!) ou caio de vez na gandaia e vou pra Salvador, berço dessa festinha aí que não me faz nem um pouco a cabeça, mas que de alguma forma pode quem sabe ser divertido. Embora minha grande paixão seja FOR, vejamos o que rola até lá.
E quanto aos vôos... nada de vôos desde a viagem no flagship da Gol. Apenas algumas horas no simulador, que aliás saiu versão nova aqui, mas a preguiça de testar foi maior. E para quebrar a nostalgia, fotinha antiga de um passeio no meu querido GRU...
Anos atrás: Curitiba, 25 graus (2005).
Análise de 2007
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Esse ano tinha tudo para ser um ano daqueles bem meia boca... mas como meu guia espiritual sempre fala, nossa vida é cercada de pequenos ciclos, e esse ano foi o ciclo de vencer novos desafios, conquistar novos espaços e também reconquistar os espaços perdidos e o mais principal: foi o ano da reciclagem de idéias, de pensamentos e de renovação.
O ano começou complicado, aquele caos todo de eu estar nervoso em estar trabalhando em uma empresa que eu sempre fui apaixonado mas que não não me dava mais prazer, além das expectativas de um grande projeto pessoal, e aquela confusão toda que foi meu final de ano. E se não fosse pelas voltas que, como eu sempre digo, que o mundo dá o ano poderia ter sido entediante. Muitas voltas aliás.
Logo após o carnaval finalmente consegui tocar um projeto pessoal, o SIEM, que consiste em um sistema de controle da vida escolar de alunos, professores e escola), projeto esse que foi o mais importante de minha vida, afinal, eu não apenas projetei todo o sistema como escrevi cada uma das 350 mil linhas de código divididas em PL/SQL, shellscript, Java e XML. O SIEM representou também um aumento considerável nos lucros anuais da e-factory, além de uma porta enorme para próximos projetos. O stress rolou solto, mas houve muitos momentos de diversão, viagens e vários goles de café. Sucesso na entrega do projeto, além muitas e muitas festas de confraterninzação, inclusive com Tequila de brinde.
Ainda no lado pessoal, eu pude fazer o que muitas pessoas sonham: solidificar minha empresa afim de poder mandar meu chefe pro espaço. Ser empresário não é fácil, porém acho que eu me senti em casa, e pude praticar todas as coisas que eu sempre senti falta nas empresas: tratar bem as pessoas que trabalham direta e indiretamente, ter bom relacionamento com clientes, perder noites e noites de sono fechando balanços e planejando metas, entrar em desespero ao ter que pagar os impostos da empresa, correr para colocar documentos em dia, e todo dia acordar pensando: isso tudo vai dar certo, calma. E no final deu: hoje estou com uma carta boa de clientes em várias cidades do Brasil, possibilitando assim fazer o que eu mais gosto: viajar. Viajar muito para São Paulo, que adoro d+ (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). Além, é claro, de trabalhar onde eu bem entender: na praia, em casa, no meio do mato... e quando eu quiser: na madrugada. Eu não falei que era divertido? hehehehe.
No ponto pessoal, depois dos conflitos enormes que eu tive novamente pude rever meus amigos, e parece que o mundo resolveu conspirar a favor: tudo foi feito a fim de reunir os amigos, amnésias foram criadas para esquecer os problemas e conflitos do passado... pequenos incidentes fazem com que reconheçamos amigos, amigos esses que podem te ajudar muito, e vice-versa. O mundo gira em torno de pequenas trocas, não é o que eu sempre falo? Nesse ano eu conheci muita gente, revivi excelentes momentos perto de pessoas que eu não via a anos. Houve bem aquele tempo de ser ajudado, e de ajudar, tão qual meu guia espiritual previu nas cartas xamânicas. Aliás, falando nisso, foi também um tempo de explorar novamente minha espiritualidade, que estava há tempos abandonada. Dessa vez eu pude explorar muito esse meu lado sensorial e entender que eu estava rodeado de pessoas pobres de espírito. Pessoas que acham que bens materiais e dinheiro medem a importância de uma pessoa. Ainda bem que deu tempo de reverter tudo isso =).
No ponto paixão, pude redescobrir uma antiga paixão: aviões. Eu sempre amei aviação, algo como parte do meu pedigree, do meu sangue. Minha dinda diz que assim como para qualquer pessoa é simples entrar em um ônibus, para o Otávio é entrar em um avião. Esse ano o aeroporto Salgado Filho virou minha segunda casa, ponte para vôos para GIG, GRU, CWB, FOR e FLN. Presenciei filas de apagão, cliente apanhando de atendente da GLO, golzete tentando falar coreano com um cliente, a morte da grande estrela, a PT-SSK de roupa nova, voar pela primeira vez de Webjet, entrei em desespero quando fiquei sabendo do acidente do JJ3054, ví que ainda existe o vôo GLO1836 e que a gentil (e linda) golzete que sempre me atendia toda segunda feira pela manhã ainda trabalha por lá, me lamentei por não conseguir ir a GRU ver a visita do A380 pessoalmente. E além de tudo quase morri berrando ao ver dois aviões decolando: PP-VOY decolando para São Paulo dia 20/05 e a PT-SSK decolando para Rio de Janeiro, declarando assim que eu teria que, a qualquer custo, tirar logo o brevê. Alimentei muito a minha febre por aviões no simulador de vôo. Hoje com 830 horas de vôo, já destruí muitas aeronaves, quebrei trens de pouso, deixei passageiros apavorados, treinei bastante e logo aprendi e fiz touchdowns perfeitos, digno de vídeos no youtube.
Mas como nem tudo é perfeito, tive também o gostinho de sentir cada uma das decisões erradas do passado, e em algumas delas pensar que realmente não há como corrigir, afinal, ha certas marcas que plástica nenhuma pode corrigir, embora a segunda maior delas é ter voltado embora de Curitiba, e a primeira é ter ido embora de São Paulo no ano novo de 2004-2005. A decisão de embarcar naquele taxi custou muito caro, de verdade. E um destaque que eu dou a 2007 foi exatamente de poder revivier de uma forma ou de outra todos os resultados das minhas escolhas, servindo de exemplo pro futuro.
Enlouqueci muita gente, fiz pessoas ter a vontade de esmagar meu pescoço, mas isso é resultado óbvio da conviência comigo: não há meio termo comigo, ou ama ou odeia, ou está muito bom ou uma m****, assim como números binários: apenas 0 ou 1.
E na finaleira, o mês de dezembro parece ter reservado o mais intenso do ano, por isso deixei para escrever o post nos últimos minutos possíveis. Meu aniversário simplesmente foi magnífico, ganhei parabéns de todos na empresa, meus parentes todos ligaram e até meu dindo que há anos não lembrava da data ligou. Além da golzete aquela do GLO1836 me deus os parabéns quanto eu estava efetuando o check-in para o embarque para a minha viagem de aniversário. Conheci muita gente no vôo, tirei muitas fotos, e realizei três sonhos: viajar em avião de winglet, viajar no PR-GTA (o flagship da Gol) e visitar a cabine do Lima November, conversar com um comandante de verdade e sentar naquele confortável cockpit.
E claro, se a coisa se repetir, 2008 promete!!!
Relacionando: análise de 2003, análise 2004.
The first fly, the 1st dream, the 1st passion
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Me lembro como se fosse hoje, manhã do dia 25 de dezembro quando eu liguei pra TAM e marquei meu primeiro vôo: POA/VCP (Porto Alegre para Viracopos/Campinhas) para passar o ano novo em Poços de Caldas, sul de Minas Gerais
No dia 28 corri para o aeroporto, meu vôo era as 18h pela TAM, voando em um Fokker 100. Naquela época eu mal saberia diferenciar um Antonov 225 e um EMB Brasília, hehe. Passei no balcão da TAM, peguei meu boarding pass e logo fui atendido por uma senhorita muito gentil, que por sinal notou que era meu primeiro vôo e me explicou tudo sobre aeronaves, que eu viajaria com segurança e conforto, blah blah blah. Mas foi engraçado quando ela me perguntou:o senhor quer uma sugestão de assento? O senhor pode ficar com a 9A caso queria ir um pouco mais na frente, ou na 15A que fica encima da asa. Tomei um susto quando a moça falou "encima da asa", e aquilo me soou um pouco estranho, mas topei a sugestão e fui na poltrona 9A.
Naquele tempo recém tinham inaugurado o aeroporto, e o andar superior estava aberto. Pensei um pouco em ver as aeronaves circulando o pátio mas resolvi ficar pela sala VIP e curtir um café expresso enquanto olhava aqueles aviões para um lado e para outro, curioso como sempre. Meu vôo atrasou, e como naquele tempo a modernidade não havia inventado o apagão aéreo, chorei as pitangas com a atendente da TAM que aquele atraso iria dar problemas com a minha conexão com PCS, e como o mundo é dos espertos, ganhei o brinde. Prontamente a moça conseguiu um pacote auxilio a doentes mentais que incluía acompanhamento até a rodoviária de Campinhas para conexão com Poços de Caldas. Caso negativo, eu poderia escolher entre me levar de taxi até lá ou hotel por conta da TAM.
Logo o pessoal de solo chamou os passageiro para o embarque. Passei pelos fingers prestando atenção em cada detalhe, e logo vi o famoso tapete vermelho, o comandante dando as boas vindas na porta da aeronave, sorriso do pessoal com boa noite senhor, e tudo mais que a TAM sempre teve de bom nos felizes tempos que ainda tinhamos cmte Rolim guiando a TAM. Logo sentei no meu assento, e com uma mistura de meio emocionado, curioso e impressionado analisei cada mínimo detalhe. Acho que consegui contar cada parafuso da asa, mesmo o vôo sendo a noite. Os bancos do Fokker 100 eram de couro, cheirava bem, e logo que pushback foi efetuado, as comissárias de bordo fizeram o speech de segurança. Eu nunca achei algo tão engraçado, pois só tinha visto essas coisas em filme. Logo o piloto alinhou o F100 da cabeceira da runaway 11 e decolou as 35 toneladas do Fokker 100.
Até então vôo tranquilo, logo o jantar foi servido: um delicioso strogonoff com direito a fritas e tudo mais. De sobremesa um café expresso e chocolates. Saudades dos bons tempos do catering da TAM, e que saudades. Passando por Curitiba o tempo fechou, e de brinde muuuita chuva. O F100 balançava para um lado e para outro, São Pedro castigava a aeronave com gosto. Eu apavorado olhava para fora e pensava que eu já não queria mais brincar de voar, momentaneamente fiquei com medo.
Mas por fim o que é bom e assustador acaba logo, quando vi umas luzes, o piloto faz um speech informando que estavamos prontos para o pouso. Acho que nem preciso contar o quão emocionante foi quando o Fokker 100 tocou o solo de Campinas abaixo de chuva. Saindo da aeronave aquele desejo de feliz ano novo e eu tremendo mais que uma vara verde, afinal eu nunca havia estado dentro de um avião... Viracopos naquele tempo não tinha fingers, então descemos da aeronave no chão, e pude ver de perto a fuselagem, asas, turbinas... ahh, que emoção, quase que eu saí correndo da escada e me aguarrei na asa do Fokker 100 dizendo: te amo belezinha, me leva pra passear de novo, foi amor a primeiro vôo, hehehe.
E de finaleira, encontrei o gerente de operações da TAM no aeroporto que prontamente me levou para a rodoviária para pegar conexão para Poços de Caldas. Felizmente com as fortes chuvas que passavam por São Paulo o ônibus de conexão atrasou, e então consegui chegar ao meu destino. Mas isso é assunto para outro post :)
De onde eu blogo II
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Eu já havia feito um post sobre isso há algum tempo atrás, mas como agora tenho 2 escritórios, aqui vai a foto do escritório 2. =)
