Lo dia internacional de hablarse portuñol

por Otávio Scherer Garcia

Este que vos escreve aderiu a campanha de Lo dia internacional de hablarse portuñol. A idéia é muito boa: falar neste idioma que surgiu dos portugueses que acham que sabem falar espanhol e dos espanhóis que acham que sabem falar português, hahaha.

Dia 26 deste mês é o dia oficial, então aguardem vários posts escritos em portuñol. Até mesmo já agendei minhas aulas (1, 2, 4) de portuñol para não fazer feio...

¿Alguén mas aí se habilita?

Funcionou!!!

por Otávio Scherer Garcia

Se você estiver lendo esse post, é porque a migração do meu site funcionou =).

Conforme eu havia publicado aqui, fiz muitas mudanças internas no site, e aos poucos estou fazendo as externas. Infelizmente não gosto de mexer com interfaces então... a coisa fica um pouco mais lenta, hahahahaha.

Alguns bugs ainda vão viver pelo final de semana, mas aos poucos vou ajustando tudo. E em breve libero os códigos fontes, conforme eu ando prometendo há tempos, hahahahaha.

Sugestões... contatem-me.

Aventuras parte II e o pouso perfeito

por Otávio Scherer Garcia

Seguindo minhas aventuras aéronaticas que comecei nesse post aqui, optei então por decolar de Poços de Caldas (SBPC) com minha paixão, o PR-GIJ, um Boeing 737-700 da Gol. Alinhado na runaway 05, segui para Fortaleza, meu destino final.

Após atingir a velicidade V1 em 124 nós, V2 em 140 nós, gentilmente puxei o manche para trás, gear up e flaps up, facilmente levantei as 70 toneladas do Golf India Juliet com um POB (people on board) de 130 pessoas. Se é algo que eu amo nos 737-700 além das turbinas ovaladas e os trens de pouso rebaixados, é que ele responde rápido aos comandos do capitão. Não é muito difícil mostrar a ele quem é que manda =). Logo atingimos a velocidade de cruzeiro de mach 0.8.

Dessa vez o curso foi um pouco demorado, o percurso de Poços de Caldas dá aproximadamente 900 milhas, mas não foi difícil para o GIJ completar esse percurso. Uma máquina tão moderna assim faz em pouco mais de duas horas e meia. Como nos simuladores de vôo tentamos manter o máximo de realismo, às vezes fugimos de algumas regras, e solicitei ao controle de vôo para seguir o curso pelo litoral carioca, depois ES, e por aí vai. Autorizado para tal, segui rumo cuidando atentamente cada nuvem, além do sol de quase final de tarde. Eram 16:30h (sem horário de verão), o sol já estava a minha esquerda.

Um fato curioso é que, mesmo apaixonado doentemente por aviões, sempre sofro de medo de turbulência. Quem viajou comigo sabe bem como é: suo nas mãos, me agarro discretamente na poltrona, olho para a janela, fico sem conseguir falar coisas com coisa... mesmo sabendo que turbulência não derruba aviões, exceto em casos de windshear. Piloto com medo de turbulência, isso sim é cômico. Porém como eu sempre digo: perigoso não é voar, mas sim cair.

Foi que então perto de Ilhéus passei por uma mistura de correntes de ar frias com quentes, o que causou uma turbulência um pouco forte, fazendo a aeronave sambar nas nuves carregadas do nordeste como se estivesse numa pagoderia, éca. Passados o susto, tão logo nos aproximamos de Fortaleza, chamei o controle e solicitei permissão de pouso:

CAP: Torre, aqui é o Comandante Garcia, Golf India Juliet, solicitando pouso IFR em FOR.
TOWER: Golf India Juliet, permissão para pouso concedido. Pista 13, uno três. Vento 290, 15 nós
* se é algo fantastico é pouso com vento.

Altimetros ajustados, desliguei o piloto automatico e solicitei vetores para aproximação e logo em seguida encontro a cabeceira da pista 13. O sol nas costas, sol de final de tarde, proporcionou um espetáculo inigualável. À 4.000 pés, ajustei velocidade das turbinas, desci o trem de pouso, flaps 20 e slats, auto-breakes 3... tudo pronto para o pouso e a PR-GIJ aos poucos foi descendo ao encontro da pista. Não sei se é unaminidade entre os pilotos, mas eu em particular acho o pouso o momento mais divertido de um vôo. Ainda mais ao ouvir os sons de aproximação da pista:

One thousand...
Five hundred, four hundred, three hundred, two hundred, one hundred...
Fifth, fourth, third, twenty, ten

E assim o GIJ toca o solo cearense, com um perfeito touchdown. Sinceramente, o melhor pouso que eu fiz em todos os tempos, sem dúvidas. Os passageiros agradecem =)

Deja vu...

por Otávio Scherer Garcia

Como sempre que chego em casa estressado com o trabalho, procurei em minha videoteca um bom episódio dos Simpsons para ver. Simpsons são meu anti-stress preferido, perdendo apenas para a primeira e a segunda melhores invenções do mundo =). A segunda são aviões... a primeira eu não posso contar aqui no blog, hahahahaha.

Optei pelo episódio O cachorro reprovado (temporada 2), onde Ajudante de Papai Noel é levado em uma escola para cães, mas o cão não aprende nada e continua um completo imbecil (coitado do cão, hehe), e Homer decide então dar/vender o cão para outra familia. Então, Lisa Simpsons exclama a maior das frases que eu poderia ouvir:

Pai, esse é o nosso bichinho de estimação.
Podemos questionar sua integridade e sua disposição, mas não podemos questionar seus sentimentos.
Está tentando nos ensinar que a maneira de se resolver o problema com alguma coisa que se ame é jogando-a fora?

Será impressão minha ou esse episódio foi baseado em fatos reais? Desde empresas até pessoas, e em quase unaminidade a coisa se resolve assim. Infame!

Aventuras, parte I

por Otávio Scherer Garcia

Final de semana passado foi um dois poucos na qual eu tive a oportunidade de ficarm em Porto Alegre, e diga-se de passagem, em casa. Então nada melhor que viajar, e sem sair de casa. Então... lá fui eu para o simulador de vôo. Optei por fazer um pequeno tour pelo Brasil, de sul a norte, passando por algumas das cidades que eu já passei, e também por aquelas que de uma forma ou de outra eu tive vontade de visitar. Para seguir o tour, peguei a aeronave PR-GIJ, um 737-700 Next Generation da Gol. A versão original dele é sem winglets, mas eu fiz um mod e coloquei winglets. Além de mais bonito, elegante e economiza combustível =). Em alguns pontos, os menores,usei um Learjet 60 prefixo N246FX, dono particular, do Colorado, USA.

O programa começou por Porto Alegre, aeroporto Salgado Filho (SBPA). De posse do plano de vôo, alinhei o PR-GIJ na runaway 11. Sem ventos nem chuvas, CAVOK =). Decolei então rumo ao aeroporto Hercilio Luiz (SBFL), em Florianópolis. Tão logo decolei, alinhei o GIJ na aerovia UN857 em FL330 (33.000 pés). Vôo tranquilo, nuvens esparças e logo em seguida recebi aviso do controle de vôo para interceptar a torre do Hercilio Luz. Alinhei na cabeceira da pista com opção de pouso visual, já que conheço muito bem a região. O controle de vôo me orientou até a runaway 14, e logo ouvi aquele maravilhoso som: two hundred, one hundred, fifty, fourty, third, twenty, ten... on ground... e o GIJ tocou o chão como uma pluma. Confesso que nunca fiz um pouso visual tão bem feito, hahahahaha. Não perdi muito tempo em solo e logo parti para a próxima perna do tour: Curitiba, aeroporto Afonso Pena (SBCT).

Alinhado na runaway 32, verificado o checklist do pré vôo, e logo o GIJ parte em corrida naquela manhã de sábado, rumo ao Afonso Pena, um dos meus aeroportos preferidos (melhor capuccino que eu tomei esperando um vôo foi lá). Logo a decolagem, sem ventos e com um pouco de nuvens, tão logo atingi os 4.000  pés em safetly speed, uma pequena turbulência na subida, algo que causa um pequeno desconforto, éca. Porém como sempre digo: 70% da emoção de um vôo é o mesmo de cair, hahahaha. Logo atigidos os 10.000 pés o GIJ passa as nuvens, e daí pra frente apenas alegria. Usando a aerovia UW19, o vôo nesse percurso foi de 34.000 pés. Nesse percurso tive a companhia de uma aeronave da Varig, a saudosa PP-VOR, na qual tive a oportunidade de voar nela neste outro post. 40 minutos cravados, e lá estou eu em descida para alinhamento na cabeceira 33, minha preferida quando venho do sul, pois para chegar nela preciso fazer toda a volta por cima da cidade, passando lá pelo CIC, Portão, Centro Cívico, PUC e Boqueirão para finalmente sobrevoar São José dos Pinhais. A vista sem dúvida é uma das melhores, digna de fotos/vídeos. Alinhado na pista, optei por fazer um pouso por ILS (instrumento de auxilio ao pouso) até os mil pés, posição na qual fiz o restante do vôo visual. O toque na pista dessa vez não foi tão suave quanto o de Florianópolis, mas foi perfeito. Reversos abertos, freios automáticos em posição máxima e náo demorou muito para o GIJ parar na pista.

Agora para encurtar caminhos, optei por trocar de aeronave e usei o N246FX, um lindo Learjet60. Decolei de Curitiba pela mesma pista que pousei, porém em sentido oposto. Fiz então a correção para a aerovia UW6 até Guarulhos, de dalí eu seguida para Poços de Caldas (SBPC). Segui então o percurso normal para Poços de Caldas, para relembrar dos tempos em que viagens para lá eram rotineiras. Então minha surpresa foi maior que a esperada: o controle de vôo me guiou até Campinas e dalí... boa sorte camarada. WTF!!! Chamadas pelo rádio e nada de controladores. Greve?!?! Hahahaha. Estou perdido, nada de mapas do aeroporto, sem controle de vôo... estou ferrado. Seguindo as indicações do FMC (Flight Managment Computer) fui em direção da pista, e então achei o sinal da torre de Poços de Caldas, que se limitou em apenas me autorizar o pouso na runaway 05, sem me passar os vetores de aproximaçaõ. Sucks! Então fiz o que meu instindo de piloto virtual indicou, voei ao norte e fiz a aproximação em sentido norte/sul apontando para o vetor 05, que na real tá mais pra oeste que sul, hahahaha. E... dito e feito, lá estava a pista. Pista pequena, muuuito pequena, mal dava pra ver e nem sequer possui iluminação. Mas tudo bem, era meio dia. Alinhei e passei um pouco alto na pista, tive que arremeter, algo que o Learjet fez sem reclamar. Fiz a volta e em 2 minutos eu estava de volta, e dessa vez alinhei com perfeição a pista e o touchdown foi perfeito, porém parei o N246FX já na finaleira da pista. Confesso que sou fã de avões grandes como o Boieng 747 da American Airlines e até mesmo o A340 da Star Aliance, mas o Learjet tem sido uma pequena paixão também. Jatino pequeno, leve, fácil de manobrar, motores Pratt & Whitney de lindo som...

No próximo post conto o restante da aventura =)

Descanso é bom, e eu também gosto =)

por Otávio Scherer Garcia

Tá certo que eu viajo um monte, estou de malas prontas para ir morar mês que vem no Rio de Janeiro, e que estou há tempos planejando viagem de ano no nordeste, mas sempre pensei em capitais, nunca, mas nunca, pensei em ir para um lugar onde não há um shopping, e que os ônibus são chamados carinhosamente de circular, e se é que há ônibus nesse lugar, hahahahaha.

Estou pensando em viajar para o meio do mato, onde não tenha nem energia elétrica. Só fica uma pergunta: será que a Webjet cobre essa região? Qual a sigla ICAO do aeroporto? Hahahahaha.

Anos atrás: Flying to Porto Alegre, again (versão 74) (2004).

Perfil

Otávio Scherer Garcia, arquiteto de sistemas Java EE, 28 anos.

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