Por
Otávio Garcia em 31 de Dezembro de 2008
E mais um ano que se foi. 2008 pra mim foi talvez um dos melhores anos que já vivenciei. Foi um ano de muitas milhas percorridas pelos céus afora. Foi um ano de muitos desafios, alguns deles necessários para por ordem na casa e outros dispensáveis. Um ano que jamais vai sair de minhas lembranças. Foi um ano memorável. Como 2007 foi o ano da confusão, do caos e da desordem, nada mais justo que um 2008 de bons momentos.
Talvez uma das maiores conquistas de 2008 foi voar. Esse ano acumulei 30 mil milhas voadas, quantidade suficiente para dar umas boas voltas no Brasil. Foram inúmeros aeroportos conhecidos, mais de 50 mil fotos e vídeos de pousos, decolagens, vôos em cruzeiros, visitas na cabine e aeronaves em solo. E pela primeira vez eu voei com minhas próprias asas. Ou melhor, nas asas de um aeroboero, mas comigo no comando. Pude experimentar muitas vezes a emoção de pilotar uma aeronave, de correr com ela na pista e finalmente decolar. Senti a adenalina de um pouso com vento de través e rajadas de vento laterais, além de uma série de vôos com céu de brigadeiro. E sempre com a espectativa de vôos cada vez mais altos, rumo ao FL410 :).
Desencontrei uma série de pessoas indesejadas, e finalmente reencontrei uma série de pessoas que faziam falta na minha vida. Pude rever aqueles amigos que sempre guardei no peito, muitos deles meus ex-colegas. Sorri em ver que todos estavam tão bem quanto eu, senão até melhor. Troquei de empresa tantas vezes que pude colecionar uma série de aventuras em cada uma delas, em pelo menos 5 cidades diferentes, e cada uma com uma emoção diferente. Sempre viajar me faz bem.
No lado dos negócios fiz pelo menos umas 30 prospecções erradas sobre negócios, me meti em projetos furados e sem fundo. E por alguma razão algo tentava fazer o melhor por mim: não deixava dar certo o maior dos meus projetos. Parece que era mesmo para não sair do papel esse que poderia ser o projeto que destruiria minha empresa. Algo como uma proteção fez com que outra empresa tocasse meu plano adiante e algo ainda me diz que eu tenho muito o que agradecer, afinal hoje estou trabalhando em uma empresa que finalmente consegue me satisfazer, e que nem tenho planos de trocar.
E por último, e talvez o mais importante, de reencontrar essa pessoa que terminou por organizar minha vida. Lembro como se fosse hoje, há quase 10 anos atrás, quando eu a conheci. Eu olhei pra ela e paralisado pelo brilhos dos olhos dela eu disse: essa será a minha mulher. E por um tempo foi uma paixão, mas não uma paixão comum, era uma paixão muito forte. Quem estudava comigo e com a Micheli sabia bem como era: meus olhos brilhavam quando estava perto dela.
Mas o tempo quis que eu fosse para Porto Alegre estar, fazer meus deveres, correr atrás de oportunidades no pequeno mundo da TI, viajar por muitas cidades... mas um dia um reencontro tinha que acontecer. E numa madrugava chuvosa em São Paulo, vésperas do meu vôo de retorno para Porto Alegre, eu a reencontrei. Foram pelo menos uns 20 mil quilometros de viagens entre Porto Alegre e Caxias do Sul até que um dia eu me enchi dessa coisa toda e disse: assim não vai dar, vamos ter que dar um fim nisso.
E foi assim que aconteceu... Hoje, no último dia desse ano que foi um espetáculo a parte, estamos comemorando um mês na Serra Gaúcha :).
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