Privacidade
por
Esses dias assistindo a um programa na Discovery Channel sobre tecnologias que invadem nossa privacidade comecei a pensar no quanto expomos nossa vida na Internet. Faz algum tempo que tenho tomado certos cuidados ao escrever artigos aqui para o site, e tentando cada vez menos deixar marcas pessoais na Internet. Pelo menos nada que possa fazer eu perder minha privacidade.
Creio que o campeão de quebra de privacidade é o Orkut. Vejo praticamente todos meus contatos expondo suas fotos, contando tudo sobre sua vida, e etcetera. Em sua maioria são aquele tipo de pessoas que gostam de se aparecer, e acabam contando até a cor da cueca que estão usando (sim, alguns fazem isso mesmo). No orkut eu já nunca mostrei muito da minha vida pessoal, e de um tempo para cá removi o pouco que tinha. Apenas fotos e informações básicas, nada muito intimo.
Tive a mesma preocupação com meu site. Faz algum tempo que venho minerando algumas informações nos posts antigos do meu site e removendo qualquer coisa que possa falar intimamente sobre minha vida pessoal. Nessa versão atual removi até mesmo o álbum de fotos, e uma série de posts "intrusivos" que acabei escrevendo ao longo desses 8 anos. Não sei bem o quão correto está sendo minha atitude de editar posts antigos, removendo uma série de informações, excluindo alguns, e tudo mais, porém não quero mais brincar de ser achado na Internet.
Eu não sou um cara de fazer teorias da conspiração, porém hoje se você quer, por exemplo, assaltar uma pessoa, pela Internet consegue saber onde a pessoa trabalha, os horários dela, os locais que frequenta, qual carro usa ou qual ônibus pega para ir pra casa... e por aí vai. É possível buscar qualquer informação sobre qualquer pessoal.
Então um conselho que dou para vocês é cuidar com o que publicam na Internet. Tudo poderá ser usado contra você :)
Anos atrás: Confessions (2007).
Carnaval nas asas da Varig
por

Sim, eu amo carnaval. Não há como não amar essa típica festa brasileira. Sinceramente eu não participo de festa alguma, nem tampouco gosto de axé e samba.
Eu gosto do carnaval pelo simples fato de poder ficar de folga por 5 dias remunerados descansando ou fazendo o que me der na telha. Ainda consigo ir no mercado e ficar pouco mais de 15 segundos na fila, e atravesso Caxias do Sul em pouco mais de 5 minutos. Mas o melhor é saber que aqueles chatos que falam alto no celular e tentam sempre aparecer estão no nordeste.
Então como de praxe aproveitei o carnaval para fazer a melhor coisa que um homem pode fazer usando calças: voar. Aeroportos vazios, passagens a preços promocionais e milhagens em dobro, e ainda voar na aeronave com pouco mais de 20 passageiros. Ahhh, canaval maravilhoso, não? Tanto na ida como na volta, uma maravilha de vôo.
A diferença que dessa vez eu tive a companhia da Micheli. O único problema disso é não poder mais passar a madrugada toda caminhando pelo aeroporto de Guarulhos como eu adorava fazer, passar a madrugada inteira zanzando de um lado para o outro tirando fotos das belas aves, curtir a desova dos vôos internacionais na madrugada e beber café, muito café.
A ida do RG1836 foi tranquila, e por mais que eu achasse que o tempo nos daria de presente uma turbulência, não aconteceu. Creio que esse foi um dos vôos mais tranquilo que eu já tive, e só não foi mais bonito porque o pouso foi pela pista 33 e estavamos vindo do Sul. Isso porque quando o pouso é pela 15 as aeronaves que vem pelo Sul passam baixinho por cima de Curitiba e logo após fazem uma fechada curva de 180° para interceptar o localizer, proporcionando um espetáculo para quem está nos assentos da direita (D, E ou F). Dificuldades para estabilizar a aeronave já passando o marcador externo do Afonso Pena, mas mesmo assim o comandante fez um excelente pouso, touchdown digno de aplausos.
A volta foi com lindas nuvens formando uma dezena de imagens dos mais diversos tipos. E para o susto de alguns um pouco de turbulência passando por cima de Lages/SC. Logo na aproximação de Porto Alegre, já a pouco mais de 8.000 pés de altitude um pouco de turbulência para passar a grossa camada de nuvens que castigava Porto Alegre, e logo que a aeronave interceptou o localizer da pista 11 deu para sentir a chuva que nos esperava. E para balancear com o perfeito pouso em Curitiba, o pouso em Porto Alegre foi um pouco emocionante, com direito a catrapo e uma quase aquaplanagem.
E depois dessa maratona no carnaval, já estou esperando ansioso o carnaval do ano que vem, para quem sabe dessa vez fazer um tour por 10 aeroportos diferentes assim como no carnaval de 2008 :).
Foto em homenagem ao meu amigo Diego, que há tempos planeja voar Varig.
Garcia na terra do Radicci
por
Eu não sei se há alguém nesse planeta que não conheça a carismática (e muito engraçada) figura do Radicci. Caso não, aqui vai o site. Senão você não vai entender nada desse post :).
Foi um dia desses qualquer que eu coloquei na minha cabeça a vontade de ficar um pouco mais perto da Micheli. Quanto mais perto, melhor, não acham? Entre conversa aqui e lá fico sabendo que a empresa que eu trabalho estava abrindo os horizontes, e numa dessas conversas pra lá e pra cá consegui finalmente minha transferência. Há aquele ditado que diz: juntar a fome com a vontade de comer. Otávio queria a cidade, e a empresa precisava de alguém disposto a vir. Ótimo para os dois lados, hehehehe.
Nas vésperas de natal eu então ganhei esse presente da empresa. É um pouco complicado ir morar em uma cidade do interior, mesmo que seja uma cidade grande. Não importa se é grande ou pequena, se não for a capital, tudo é mais difícil.
É complicado você se acostumar a ônibus desconfortáveis e com rotas não integradas, e principalmente pensar que só existe uma linha que passa na rodoviária.
Pensar que você tem que ir no centro para fazer aquelas coisas do dia a dia, e principalmente, pesar que as 18h o comércio fecha me soa estranho. Confesso que mesmo tendo nascido em uma cidade do interior nunca havia imaginado um mercado fechar no horário de almoço. Para quem morou em São Paulo nem sequer imaginei que existisse isso.
Mas o que eu ainda não me acostumei é que aqui possui dois vôos diário (e só por Congonhas), e mesmo que eu possa ver os pousos e decolagens da minha mesa, não me acostumo ao fato de não ter um aeroporto operando fulltime. Pelo menos da sacada da minha sala (em casa) consigo ver as aeronaves em descida para o pouso em Porto Alegre.
E mesmo com esses probleminhas, é bom morar em uma cidade onde o vinho brota das torneiras como se fosse água. Creio que deva haver uma vinícola por cada 10 habitantes, hahahaha. A culinária então... Já engordei o suficiente para dois anos inteiros sem comer.
O clima então quase me lembra de Curitiba, que chove praticamente todo o dia, além de fazer sol, frio, ciclone, tempestade e neve, tudo no mesmo dia. Será que são influências do clima serrano?
Anos atrás: Go back to Curitiba (2005).
Analise de 2008
por
E mais um ano que se foi. 2008 pra mim foi talvez um dos melhores anos que já vivenciei. Foi um ano de muitas milhas percorridas pelos céus afora. Foi um ano de muitos desafios, alguns deles necessários para por ordem na casa e outros dispensáveis. Um ano que jamais vai sair de minhas lembranças. Foi um ano memorável. Como 2007 foi o ano da confusão, do caos e da desordem, nada mais justo que um 2008 de bons momentos.
Talvez uma das maiores conquistas de 2008 foi voar. Esse ano acumulei 20 mil milhas voadas, quantidade suficiente para dar umas boas voltas no Brasil. Foram inúmeros aeroportos conhecidos, mais de 50 mil fotos e vídeos de pousos, decolagens, vôos em cruzeiros, visitas na cabine e aeronaves em solo. E pela primeira vez eu voei com minhas próprias asas. Ou melhor, nas asas de um aeroboero, mas comigo no comando. Pude experimentar muitas vezes a emoção de pilotar uma aeronave, de correr com ela na pista e finalmente decolar. Senti a adenalina de um pouso com vento de través e rajadas de vento laterais, além de uma série de vôos com céu de brigadeiro. E sempre com a espectativa de vôos cada vez mais altos, rumo ao FL410 :).
Desencontrei uma série de pessoas indesejadas, e finalmente reencontrei uma série de pessoas que faziam falta na minha vida. Pude rever aqueles amigos que sempre guardei no peito, muitos deles meus ex-colegas. Sorri em ver que todos estavam tão bem quanto eu, senão até melhor. Troquei de empresa tantas vezes que pude colecionar uma série de aventuras em cada uma delas, em pelo menos 5 cidades diferentes, e cada uma com uma emoção diferente. Sempre viajar me faz bem.
No lado dos negócios fiz pelo menos umas 30 prospecções erradas sobre negócios, me meti em projetos furados e sem fundo. E por alguma razão algo tentava fazer o melhor por mim: não deixava das certo o maior dos meus projetos. Parece que era mesmo para não sair do papel esse que poderia ser o projeto que destruiria minha empresa. Algo como uma proteção fez com que outra empresa tocasse meu plano adiante e algo ainda me diz que eu tenho muito o que agradecer, afinal hoje estou trabalhando em uma empresa que finalmente consegue me satisfazer, e que nem tenho planos de trocar.
E por último, e talvez o mais importante, de reencontrar essa pessoa que terminou por organizar minha vida. Lembro como se fosse hoje, há quase 10 anos atrás, quando eu a conheci. Eu olhei pra ela e paralisado pelo brilhos dos olhos dela eu disse: essa será a minha mulher. E por um tempo foi uma paixão, mas não uma paixão comum, era uma paixão muito forte. Quem estudava comigo e com a Micheli sabia bem como era: meus olhos brilhavam quando estava perto dela.
Mas o tempo quis que eu fosse para Porto Alegre estar, fazer meus deveres, correr atrás de oportunidades no pequeno mundo da TI, viajar por muitas cidades... mas um dia um reencontro tinha que acontecer. E numa madrugava chuvosa em São Paulo, vésperas do meu vôo de retorno para Porto Alegre, eu a reencontrei. Foram pelo menos uns 20 mil quilometros de viagens entre Porto Alegre e Caxias do Sul até que um dia eu me enchi dessa coisa toda e disse: assim não vai dar, vamos ter que dar um fim nisso.
E foi assim que aconteceu... Hoje, no último dia desse ano que foi um espetáculo a parte, estamos comemorando um mês na Serra Gaúcha :).
Outros anos: 2003, 2004, 2007.
Anos atrás: Saudades do B1 (2004).
Enfim de volta
por
Depois de um bom tempo ausente, estou de volta. Foi um longo período de viagens a negócios, correria para organizar minha casa em Caxias do Sul já que fui transferido para cá inicio de dezembro, e alguns estudos para as provas da Sun.
Há uma série de coisas a contar, e que com o tempo vou relatando uma a uma aqui. Alguns posts estão aqui anotados no meu diário de bordo, e que após uma boa revisão publico aqui. Outros estão em minha infalível memória, e que logo faço um dump pra cá, hehe.
E a todos devo desejar um feliz natal e um excelente ano novo. Que esse 2009 seja tão bom (senão melhor) do que foi 2008.
Anos atrás: De onde eu blogo II (2007).
Cmte Garcia em JOI
por

Tenho ficado um pouco longe do blog faz alguns tempos, confesso. Mas isso tudo é culpa da correria enorme na empresa. Essa semana vim para Joinvile terminar um projeto da empresa, e infelizmente nem sobrou um tempo para passear. Aquela velha regra: empresa - hotel e hotel - empresa.
Agora para quem é viciando em aviação, a viagem foi o item mais importante. Cheguei cedo no aeroporto, fui passar no segundo andar e tirar foto das moças, e quando vi me chamavam para o embarque: "Senhor Otávio Garcia, compareça ao setor de embarque, portão 8. Não entendi, faltavam 30 minutos para a decolagem, mas fui correndo para lá. Chegando no portão de embarque vi que não haviam mais pessoas, apenas um atendente da Gol, então me apresentei para o vôo. Enquando caminhava para a aeronave notei que a chefe de cabine já me olhava com cara feia, me deu as boas vindas e disse: só faltava o senhor. Sei lá por que cargas d'agua anteciparam o vôo, ou meu relógio estava atrasado, haha.
Vôo CAVOK, com céu de brigadeiro. Mas ao aproximar em Curitiba, meu destino final, muitas e muitas nuvens para dar mais emoção ao pouso. Quando ví que a GIC fazia uma acentuada curva a direita pensei: que estranho, essa curva é quando estamos já quase na final de CWB, mas só vejo nuvens. Até que ví os flaps baixando para máximo, então pensei: xiiii, CWB está nos mínimos, e foi bem isso. Quando atravessamos a camada de nuvens e consegui enxergar o solo, já estavamos na final, creio que uns 100 metros do chão (300 pés).
Chegando lá... uma quase-pequena viagem de carro até Joinvile, onde nem sequer consegui ir ao shopping que fica a 30 metros do hotel, hahahaha.
Anos atrás: Os animais também amam (2007), As novidades (em Curtitiba) (2003).
