I'm back =)

por Otávio Scherer Garcia

Enfim, depois de uma temporada sumido, aqui estou de volta. E para comemorar, uma fotinha de Mixi e Otávio no aeroporto de CXJ, Caxias do Sul (Serra Gaúcha) para os íntimos, hehe. Não preciso nem dizer o quão frio estava. Pela foto dá beeem pra sentir o frio de 3° com um suuuuper vento.

Aliás, devo indicar para vcs uma visita ao aeroporto de CXJ. Encontrei ninguém mais, ninguém menos que a PR-GLO, aeronave essa que já me trouxe e me levou tantas vezes na rota CWB-POA, vôo GLO1836. É sempre bom reencontrar velhos amigos.

Depois de uma grande correria na Vivo com o projeto Nordeste, novas implementações no siem-ng, curso de piloto, vida pessoal... e tudo mais, acho que mereço um bom descanso. Embora esse final de semana ainda tive que fazer umas horas extras para termino do SVA pré pago. Coisas da vida de profissionais de TI, hehehehe.

Anos atrás: Vida corporativa (2006), Novo filhote (2005), Conspirations for brain... (2005).

Vivendo no mundo da TI

por Otávio Scherer Garcia

Em Nairóbi, Quênia, depois de um criterioso processo de recrutamento com entrevistas, testes e dinâmicas de grupo, uma grande empresa contratou um grupo de canibais para fazerem parte de sua equipe...

- Agora vocês fazem parte de uma grande equipe" - disse o Diretor de RH, durante a cerimônia de boas vindas. " Vocês vão desfrutar de todos os benefícios da empresa. Por exemplo, podem ir à lanchonete da empresa quando quiserem para comer alguma coisa. Só peço que não comam os outros empregados, por favor!

Quatro semanas mais tarde, o chefe os chamou:

- Vocês estão trabalhando duro e eu estou satisfeito. Mas a mulher que serve o cafezinho desapareceu. Algum de vocês sabe o que pode ter acontecido?

Todos os canibais negaram com a cabeça. Depois que o chefe foi embora, o líder canibal pergunta a eles:

- Quem foi o idiota que comeu a mulher que servia o cafézinho?

Um deles, timidamente, ergue a mão. O líder responde:

- Mas tu és um asno, mesmo! Nós estamos aqui, com essa tremenda oportunidade nas mãos. Estamos comendo gerentes há quatro semanas sem ninguém perceber nada. E poderíamos continuar ainda por um bom tempo. Mas não Você tinha de estragar tudo e comer uma pessoa que faz falta!

Grandes empresas não importam-se em jogar alguns milhares de dolares pela janela. Ainda semana passada, em uma conversa de bar, comentei exatamente isso com um amigo. Muitas empresas, conforme vão crescendo, criam mais e mais processos, tornando tudo mais e mais burocrático. Me lembro de uma grande empresa financeira que trabalhei, na qual o maravilhoso projeto CMM3 fazia com que a cada duas linhas de código Java nos custasse 100 linhas de documentação, e-mails, telefonemas e reuniões. O chefe ficava maravilhado com milhares de planilhas e docs... e até esquecia que o sistema estava uma m****.

Agora mesmo estou aqui coçando um pouco enquanto meu chefe corre atrás de mais umas planilhas, emails, e solicitações para liberar o acesso a rede para que a equipe possa trabalhar... mas paciência, nada vai mudar o péssimo humor que acordei hj, hahaha. :D

Mas pelo menos eu ainda tenho uma forma de avaliar e diferenciar as empresas que trabalhei: pela qualidade do café. E sim, a tia do café é o ser mais importante dentro de uma empresa :)

Anos atrás: Quando tudo vira ao avesso (2004).

Tempo.

por Otávio Scherer Garcia

Ahh, o tempo... tempo esse que está escasso em minha vida. Pois é, meus amigos leitores, apareci para tirar a poeira do blog. Correria completa na Vivo com as coisas do portabilidade, contratos e o projeto nordeste. E somados com os afazeres pessoais, completam minhas 24h diárias. Mas um tempinho de um rápido post sempre sobra exatamente sobre ele: o tempo.

Essa semana conversando com meu pai, fiquei sabendo sobre algumas coisas na qual eu havia pedido para que ele não me contasse. É, parece estranho eu pedir isso, mas explico, é algo que eu sabia que mais cedo ou mais tarde iria acontecer. E somando com umas informações aqui e outras alí, a sopa ficou até beeem interessante. Eu sempre digo e repito que esse mundo louco dá voltas, e que muita cautela é fundamental para nossas atidudes. E foi esse o tema da conversa. Demorou até menos tempo do que eu imaginava e o mundo deu uma voltinha básica o suficiente para que eu pudesse rir muito. Aliás, seria muito cômico se não fosse uma desgraça... para outra pessoa, não pra mim, claro. Eu sinceramente achei o máximo :D. Nada como o tempo para que possamos: 1) ver quem é quem 2) rir da nossa própria desgraça 3) saber que a minha própria desgraça foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida 4) saber que aquele que te aprontou "tá na merda".

E o tempo também traz pessoas especiais de volta. Pessoas que por muitos anos eu não tinha contato, que foram aos poucos aparecendo. Grandes amigos que com a correria do dia a dia vamos deixando para trás, amigos que deixei nas várias capitais que morei, nas diversas empresas que trabalhei, e nos mais diversos colégios que estudei. E com o tempo somado com as voltas que o mundo dá, e mais uma série de efeitos inexplicáveis, reencontros são inevitáveis. Essa semana pude sentir o quão bom é sentir a emoção de um reencontro, mesmo que rápido, mas o suficiente para fazer a diferença em todos os dias após. Suficiente para sentir aquele friozinho na barriga, de sentir estar no melhor lugar do mundo, de sentir-se vivo novamente. As melhores duas horas vividas até então.

Conversei no domingo com meu avõ materno. Gente finíssima, um dos poucos seres que eu conheço que possuem o dom do conhecimento, que podemos conversar com ele por horas e horas e fio sem que o assunto fique entediante. Conversamos desde aviões, viagens, mulheres e profissões. E meu avô foi enfático em dizer algo que vai quase ao encontro do objetivo desse post. Desafios são necessários em nossas vidas, nem tudo são flores, mas também nem tudo são espinhos. Por algum tempo as coisas ficam muito complicadas, mas com o tempo e boa persistência para enfrentar os desafios, logo estaremos em uma mesa de bar bebendo uma gelada e rindo de tudo isso. No nosso caso estavamos na mesa da cozinha, bebendo um delicioso café.

E o que posso dizer ao final desse enrolado post? Nada, apenas que o tempo é muito generoso com algumas pessoas :), e um pequeno trecho de uma música para dar uma ênfase.

...
For all the truth that you made me see
...
You were my strength when I was weak
You were my voice when I couldn't speak
You were my eyes when I couldn't see
...
Lifted me up when I couldn't reach
...
You gave me wings and made me fly
You touched my hand I could touch the sky
I lost my faith, you gave it back to me
...
My world is a better place because of you
...

Anos atrás: Returno to the source. (2007).

QF189, cmte Garcia na Nova Zelândia

por Otávio Scherer Garcia


X-ray Alpha, decolagem autorizada!

Quinta-feira, véspera de feriado na Nova Zelândia. Correria total, todos afoitos para pegar logo um vôo para chegar cedo em casa. E fui escalado exatamente para o vôo feeder QF189, saindo do aeroporto de Wellington(NZWN) para Auckland (NZAA), no comando de um 737-800, carinhosamente conhecido pelos pilotos por 738.

A aeronave escalada para o passeio foi a VH-VXA, que estava impecavelmente linda, como de praxe. Estavamos acoplados ao finger 03L, e assim que os 170 passageiros foram acomodados, solicitei o pushback da aeronave. Estavamos pesando 63 toneladas de lata, combustível, malas e carne humana. Combustível suficiente para os 80 minutos de vôo, e mais um extra para a alternativa. O procedimento de decolagem foi autorizado pela torre na runaway 34, de onde eu voaria direto a Auckland pela aerovia H499. Devido ao pequeno tamanho do aeroporto, o taxi foi extremamente rápido, e logo estavamos na espera para a decolagem.

A nossa autorização de pouso era para logo após um ATR72 da Fedex efetuar o pouso. Enquanto o copiloto ajustava o FMS com as informações do plano de vôo, efetuei os ajustes de flaps 5, slats, auto-throtle, limite de altitude e tudo mais. Logo o pouso do ATR, alinhei na pista, efetuamos novamente um rápido checklist pré decolagem e logo coloquei os motores da x-ray alpha para cantar, acelerando ao máximo, já que estavamos quase no MOTOW, peso máximo de decolagem, e a pista era um pouco curta, apenas 2000 metros.

Em pouco mais que 25 segundos a x-ray alpha correu pela pista como se quisesse logo fazer o que ela realmente ama: voar. Com V2 de 140 nós, puxei o manche e logo estavamos subindo aos céus da Nova Zelandia. Um pouco de turbulência na subida devido as fortes chuvas que estava por vir deixou a decolagem um pouco mais empolgante =). Logo acoplei o piloto automático, ajustando nossa altitude de cruzeiro no FL370 (37000 pés, 12000 metros de altitude), proa de Gisborne, passando por LEDOR e MEVAX, e assim entrando na aerovia H412, que nos levaria direto a Auckland com um bom vento de cauda, que nos daria 10 minutos a menos de vôo. E as formações a 20.000 pés proporcionou um espetáculo a parte.

Logo que cruzamos o aeroporto de Comandel, contatei o controle que nos pediu para manter FL120 na proa de 320 e nos concedeu o pouso pela runaway 23L (minha preferida). Logo interceptamos o localizer, e um forte vento de través nos deu uma emoção a mais: pousar uma aeronave carregada com rajadas de 30 nós em 316. Eu ainda não consegui entender o motivo, mas que sou louco por pousos com vento de través que certamente são os mais emocionantes, porém mais perigosos. Mas com toda a modéstia que eu não tenho, piloto bom não se deixa preocupar com um simples ventão na cauda, hahahaha.

Para quem estava em solo seria uma vista linda vendo o x-ray alpha pousar praticamente de lado. E assim que atingimos 4000 pés de altitude, desacoplei o piloto automatico para sentir um pouco mais a emoção e, mesmo com as fortes chacoalhadas, a 738 seguiu firme e forte em nossa aproxiação. Flaps full, velocidade de pouso de 140 kias, interceptei o Glideslope em 3000 pés, e logo os avisos tão esperados: two hundred, one hundred, fifty, fourth, third... ten... e um perfect touchdown, digno de um vídeo do youtube em breve.

Enfim, um flight report resumido no X-plane, mas pelo curto tempo de escrever aqui, tá valendo =).

Anos atrás: E mais voltas (2007).

Notícias da semana

por Otávio Scherer Garcia

Semaninha complicada... correria total lá na Vivo, organização do apê em POA, agenda de vôos, projetos Java e tudo mais... Então nem sequer consegui usar MSN, até pq MSN não combina com trabalho, hahahaha.

Mas não pude deixar de passar aqui e dizer que nada é tão certo quanto àquela velha frase de que o mundo dá voltas que nunca imaginamos. Quem diria que eu estaria novamente passando meu cartãozinho nas catracas da Vivo RS, e conversando com meu ex-chefe e ex-colegas? Mas como um grande amor a gente nunca esquece, lá estou eu de novo curtindo o novo trabalho, afinal, eu sempre gostei da Vivo incondicionalmente. Além de, como diz a Micheli, enfrentar desafios a cada dia é d+. Projetos Java tem de isso de sobra e mais um pouco.

E como pelo menos duas vezes por semana eu preciso vir ao aeroporto sentir um cheirinho, aqui estou =). Nada com fechar o dia com cheirinho de AVGAS, hahahaha.

Quando quase tudo dá certo...

por Otávio Scherer Garcia

Aqui estou eu, soluçando de raiva pq estou em uma maldita cidade do interior do RS que quando eu ligo para o tele-taxi as 4h da manhã e ninguém me atende. Não consigo entender como essa gente consegue dormir tanto :D.

Resultado: perdi minha conexão ao aeroporto da "capitarr" Gaúcha, e meu consolo foi tomar um nescafé com leite (éééca) e usar meu weblog para descarregar o stress. Meu plano era essa hora tomar um expresso com canela enquanto esperava a desova dos vôos matinais do Salgado Filho, e me deliciar com a decolagem do GLO1836. Enfim, pelo menos avisei meu chefe que segunda sempre dá essas merdas aí...

Então já que estou aqui, vamos as boas notícias... essa semana, depois de uma simples rodada de negociações estou de volta a Vivo RS, porém em outro projeto que não o meu, e em outro cargo que não é como o antigo. Como diz a Micheli: desafios. O melhor de tudo é que ainda vou poder passear na Redenção ao meio dia, passar nos cafés da Venâncio e ainda cutir a excelente festa de São João que todo ano a Vivo faz no Opinião. E o mais importante, quanto ao lado profissional, eu sempre tive uma paixão pela Vivo. Desde quando trabalhei pela primeira vez me dediquei ao máximo, pois eu gostava de lá, me sentia bem, tanto que recusei muitas propostas de empregos. A Vivo é um caso de amor antigo :D.

E agora a confusão tá feita. SIEM NG + Vivo + check para o curso de piloto... estou ferrado, alguém aí tem horas disponíveis pra vender?

Perfil

Otávio Scherer Garcia, arquiteto de sistemas Java EE, 28 anos.

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