1 de maio de 1994

por Otávio Scherer Garcia

Aquele domingo era um daqueles como outro qualquer (pelo menos eu achava que seria). Desde 1989 eu morava com minha mãe, e como de praxe aos domingos, todos lá em casa acordavam cedo para um chimarrão. Eu não era lá um mateiro, então ficava mexendo nas minhas coisas de eletrônica enquanto meu padrastro preparava o churrasco. Não sei se era assim em todas as casas, mas aos domingos sempre assistíamos as "corridas" da Fórmula 1.

Foi então que começada as corridas o mate rolava solto enquanto assistiamos as corridas, quando então o carro de Senna faz uma curva e "se espatifa" no muro de contenção. Fiquei paralisado por alguns segundos quando de repente vejo toda a movimentação na pista e o intragável Galvão Bueno gritando que o acidente havia sido bem mais complicado do que pensavamos. Na hora eu fiquei descrente do pior, achei que logo Senna mexeria o pescoço e o veriamos ele correndo novamente em outras corridas. Mas o destino quis que fosse diferente, e era hora dele correr em outras pistas lá com São Pedro. Foi um dia bem difícil na vida de todos os brasileiros.

Desde pequeno eu lembro da imagem do Senna correndo lá nos tempos da Lotus. Não lembro quem foi exatamente que me deu, mas em um natal qualquer ganhei uma "baratinha" preta da Lotus, a mesma que Senna pilotava na época. Senna passou antes pela Toleman e depois MacLarem e Williams, mas creio que os momentos na qual eu mais tenho lembrança dele era na MacLaren. Eu costumo dizer que naquela época era divertido assistir a Fórmula 1, e a acirrada competição entre Senna e Prost dava um tempero a mais ao campeonato.

Depois que Senna faleceu no acidente em Ímola eu não assisti mais a F1, sei que por alguma razão perdeu a graça da competição, ainda mais que logo em seguida veio o Rubinho "pé de chinelo" e Michael Schumacher, tornando mais sem graça possível a F1.

Sei que o assunto parece um pouco sem nexo, porém hoje eu estava passeando no Youtube e achei um vídeo do PP-VOQ, um MD-11 da Varig, que trazia o corpo de Senna no dia 4 de maio. A cena é bem comovente, e duvido que alguém controle a emoção ao vê-lo.

2 comentários em 1 de maio de 1994

  1. Marcelo Matzembacher

    Eu lembro deste domingo claramente, eu havia feito 10 anos em abril e tinha paixão por F1. Sofri igual a todo brasileiro e chorei também, assim como quem viu aquela cena também chorou. Assim é a vida e nos sempre vamos precisar de heróis, e é legal ter um herói para se espelhar e tocar a diante nossos sonhos. Ainda hoje eu assisto a todas as corridas da temporada, e meu emociono a cada volta. Sou fã do Galvao e considero ele o melhor narrador de F1 do Brasil.

    Muito bom o post, mas da um trabalho comentar via iPhone :)

    Abs

    por Marcelo Matzembacher em 05/05/2009

  2. Otávio

    Marcelo, gente chique é outra coisa, hahahaha.

    Para me manter informado da F1 eu lia dos teus posts e de um outro site, o do Mairus. Vocês dois sempre comentam sobre as "corridas".

    E aí, quando você volta para a blogosfera? Consigo te seguir por feed, já que não tenho conta no twitter?

    por Otávio em 05/05/2009

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Otávio Scherer Garcia, arquiteto de sistemas Java EE, 28 anos.

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